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Hamas anuncia trégua em Gaza com início nesta quinta-feira (23)

Representante da ala política do grupo, destacou que o Hamas está preparado para um cessar-fogo global e a troca de prisioneiros

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Hamas anuncia trégua em Gaza com início nesta quinta-feira (23)
Foto: GCMais

O movimento islamita Hamas anunciou, nesta quarta-feira (22), que a trégua de quatro dias em Gaza, acordada com Israel em troca da libertação de 50 reféns, entrará em vigor às 10h, horário local (5h em Brasília), de quinta-feira (23).

"A trégua na Faixa de Gaza começará às 10h de amanhã [quinta-feira]", declarou Musa Abou Marzouk, membro sênior da ala política do Hamas, à cadeia de televisão Al Jazeera, do Catar.

Musa Abou Marzouk, representante da ala política do grupo, destacou que o Hamas está preparado para um cessar-fogo global e a troca de prisioneiros, enfatizando que a maioria dos reféns feitos durante os ataques de 7 de outubro é composta por estrangeiros.

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Ao fim de seis semanas de guerra no Oriente Médio, Israel e Hamas chegaram a um acordo. O grupo extremista comprometeu-se a libertar pelo menos 50 reféns que se encontram em Gaza. Em troca, Israel vai libertar 150 palestinos da prisão, interromper os bombardeios no sul de Gaza por quatro dias e permitir a entrada de ajuda humanitária na região.

Apesar de o acordo ser para a libertação de 150 palestinos, a lista divulgada pelo Ministério da Justiça de Israel inclui 300 nomes. Isso dá ao Hamas a possibilidade de libertar mais reféns do que o previsto, em troca de mais prisioneiros. Agora, os cidadãos israelenses têm um dia para recorrer da decisão do tribunal.

Das três centenas de nomes na lista, 123 são menores, sendo cinco deles com 14 anos, detidos por crimes que variam de atear fogo a lançar bombas. Dentre os casos, destaca-se Misoun Mussa, condenada em 2015 a 15 anos de prisão por esfaquear um soldado israelense em Jerusalém, e Marah Bakeer, detida no mesmo ano por esfaquear um agente da polícia fronteiriça, sentenciada a oito anos e meio de prisão.

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Israel se recusou a libertar prisioneiros condenados por homicídio, mas concordou em liberar os condenados por tentativa de homicídio, atividades terroristas e crimes menos graves. A decisão sobre quais prisioneiros serão libertados em cada fase ficará a cargo do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, do ministro da Defesa, Yoav Gallant, e do líder da oposição Benny Gantz, membro do governo de emergência. Eles também determinarão a data para o fim do cessar-fogo, desde que não ultrapasse dez dias.

Segundo o Haaretz, os prisioneiros palestinos pertencem aos grupos Hamas, Fatah, Jihad Islâmica e Frente Popular. No entanto, muitos deles teriam agido em nome próprio. Vários dos detidos não chegaram a ser julgados.

* Com informações da Agência Brasil.

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