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Covid-19: Variante Pirola avança e OMS reforça vigilância

A nova variante já provoca aumento de casos da doença

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Covid-19: Variante Pirola avança e OMS reforça vigilância
Foto: GCMais

Diante do avanço de casos de pacientes infectados com a variante Pirola (BA.2.86) da Covid-19, na Europa, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu na última quarta-feira (22/11) colocá-la no rol das variantes de interesse.

A nova classificação significa um aumento de grau em relação ao que a Pirola estava anteriormente, de variante sob monitoramento. Agora há uma maior preocupação do organismo internacional com o risco de espalhamento da variante e a vigilância deve ser reforçada.

“Não vemos uma mudança na gravidade em comparação com outras sublinhagens, mas percebemos um aumento lento e constante na sua detecção em todo o mundo”, explica a epidemiologista Maria Van Kerkhove, diretora da OMS para a preparação e prevenção de epidemias e pandemias. Ela foi responsável pelo relatório que determinou o aumento do nível de gravidade.

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Presente em 41 países, inclusive no Brasil, a variante Pirola tem sido responsável por cada vez mais pacientes com Covid-19 ao redor do mundo. Em setembro ela representava cerca de 1,8% dos casos sequenciados; atualmente, são cerca de 8,9%.

Hoje, a maior parte dos diagnósticos é pela variante Eris, que representa cerca de 50% do vírus circulando no mundo.

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O que é uma variante de interesse?

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As variantes de interesse são aquelas que possuem mutações que podem afetar a saúde das células humanas e que respondem pior a tratamentos. O nível superior é o das variantes de preocupação, que possuem maior transmissibilidade ou causam quadros mais graves da doença.

Atualmente, além da Pirola, estão entre as variantes de interesse a Eris, a Kraken e a Arcturus. Ainda existem outras seis variantes do coronavírus no nível mais baixo, porém, no momento, nenhuma é considerada como de preocupação.

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Aumento traz maior risco?

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Por hora, a OMS afirma que não é preciso se desesperar. Não existem indicativos de aumento perigoso na proporção de contágios e, por isso, um possível retorno da pandemia ou alta exponencial de casos, como ocorreu com a Ômicron, seguem improváveis.

Desde 5 de maio deste ano, a OMS não considera a Covid-19 uma emergência de saúde global, status no qual estava desde 30 de janeiro de 2020. Cerca de 13,5 bilhões de vacinas contra a doença já foram aplicadas em todo o mundo.

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