Eduardo Porto, um brasileiro de 21 anos estudante da Universidade Charles, no centro de Praga, descreveu como "desesperador" o momento de um ataque em que um atirador matou 13 pessoas e feriu outras 25 na instituição. O estudante, natural de Campinas, interior de São Paulo, está na República Tcheca como intercambista desde setembro.
"É desesperador saber que algo assim pode acontecer a qualquer momento", disse Porto em entrevista ao portal R7. Ele estuda na Faculdade de Matemática e Física. O estudante estava nas proximidades da Faculdade de Letras, onde ocorreu o ataque, pouco antes de a polícia abater o atirador.
Ao retornar para casa, Porto passou por uma estação de bonde próxima ao local do tiroteio. "Todo o centro da cidade estava caótico, os bondes estavam todos parados e as ruas estavam congestionadas", relatou ao portal R7. Ele descreveu o choque ao testemunhar a quantidade de veículos de emergência e a visão das vítimas sendo levadas para o hospital.
[caption id="attachment_331620" align="alignnone" width="442"]
Arquivo pessoal[/caption]
Ataque em universidade de Praga, na República Tcheca
O tiroteio, que resultou em 15 mortes inicialmente anunciadas pela polícia e depois revisadas para 13, é considerado o incidente mais violento na história da República Tcheca desde a separação do país da Eslováquia em 1993.
As leis de armas na República Tcheca são conhecidas por sua flexibilidade em comparação com outros países europeus, mas o país tem histórico limitado de violência armada. O atirador, um jovem de 24 anos, agiu sozinho e foi "eliminado" pela polícia, segundo informações. Antes do tiroteio, os agentes procuravam o suspeito após a descoberta da morte de seu pai na cidade de Houston, a oeste de Praga. O indivíduo teria expressado intenção de cometer suicídio na capital tcheca.




