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Condenada por matar mãe, Gypsy Rose deixa prisão nos EUA

Atualmente com 32 anos, Gypsy Rose recebeu liberdade condicional e deixou a prisão no estado do Missouri

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Condenada por matar mãe, Gypsy Rose deixa prisão nos EUA
Foto: GCMais

Gypsy Rose Blanchard, condenada em 2015 pelo assassinato de sua mãe, Clauddine "Dee Dee" Blanchard, foi libertada da prisão nos Estados Unidos nesta quinta-feira (28). Dee Dee, durante anos, simulou uma série de doenças em sua filha, submetendo ela a tratamentos desnecessários, um quadro conhecido como síndrome de Münchhausen por procuração ou transtorno factício imposto a outro.

Atualmente com 32 anos, Gypsy Rose recebeu liberdade condicional e deixou a prisão no estado do Missouri, três anos antes da data prevista para o término de sua condenação de dez anos, conforme reportou a rede de TV NBC.

Dee Dee foi assassinada a facadas pelo namorado de Gypsy, que admitiu ter planejado o crime. O pano de fundo para esse ato brutal remonta a uma infância e adolescência de abusos.

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As investigações revelaram que Dee Dee acreditava que Gypsy Rose sofria de problemas de saúde graves, o que a levou a consultar vários médicos. A filha recebia medicamentos fortes e foi submetida a procedimentos cirúrgicos desnecessários.

Conforme o Manual MSD de Diagnóstico e Tratamento, o "transtorno factício imposto a outro é a falsificação das manifestações de uma doença em outra pessoa, normalmente realizada por profissionais de saúde com alguém sob seus cuidados".

Entre as doenças simuladas por Dee Dee estavam leucemia, asma e distrofia muscular. A mãe conquistou a simpatia de muitas pessoas, o que resultou em uma série de presentes. Ela também conseguiu obter uma aposentadoria por invalidez para Gypsy.

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Até os 7 anos, Gypsy permaneceu em uma cadeira de rodas sem necessidade real, devido à alegação da mãe de que ela sofria de distrofia muscular.

Na fase adulta, Gypsy conheceu Nicholas Godejohn pela internet, o namorado que acabou assassinando Dee Dee com facadas na casa onde viviam, em Springfield, Missouri, sendo posteriormente condenado à prisão perpétua.

Durante o julgamento, o promotor propôs um acordo de pena para Gypsy, levando em consideração os abusos que ela sofreu nas mãos da mãe.

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Em uma entrevista à revista People, Gypsy Rose expressou remorso pelo ocorrido. "Ninguém jamais me ouvirá dizer que estou feliz por ela estar morta ou que estou orgulhosa do que fiz. Me arrependo todos os dias. Eu estava desesperada para sair daquela situação. Ela não merecia isso. Ela era uma mulher doente, e infelizmente eu não tive educação suficiente para ver isso. Ela merecia estar onde estou, sentada na prisão, cumprindo pena por comportamento criminoso."

Na prisão, Gypsy se casou com um professor da Louisiana, planejando recomeçar a vida após o término de sua sentença. O caso foi destaque em diversos documentários e séries de TV nos últimos anos.

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