A Confederação Geral do Trabalho (CGT), a principal central sindical da Argentina, anunciou nessa quinta-feira (28) a convocação de uma greve geral para o dia 24 de janeiro, acompanhada de uma manifestação no Congresso Nacional argentino. A mobilização é uma resposta às medidas promovidas pelo governo do presidente ultraliberal Javier Milei.
Em comunicado, a CGT divulgou um "plano de luta", que inclui a apresentação de ações judiciais contra um decreto anunciado na semana passada por Milei e um projeto de lei enviado ao Congresso na quarta-feira, com a intenção de discuti-lo em sessões extraordinárias antes de 31 de janeiro.
Entre as medidas contestadas pelos sindicatos estão a eliminação de regras trabalhistas, a privatização de empresas estatais e a modificação do Código Civil e Comercial. O projeto de lei apresentado na quarta-feira também propõe a declaração de emergência econômica e a delegação de parte dos poderes legislativos ao Executivo até o final de 2025, com a opção de prorrogação por mais dois anos.
Além da greve geral, a CGT planeja solicitar reuniões com todos os blocos de deputados e senadores, bem como encontros com outras confederações trabalhistas, buscando articular mais medidas contra as iniciativas do governo. As propostas de Milei visam reduzir o tamanho do Estado e eliminar o déficit fiscal para impulsionar o crescimento econômico. No entanto, desde o anúncio das medidas, milhares de pessoas têm saído às ruas em protesto.




