Vários homens armados invadiram nesta terça-feira um estúdio do canal de televisão TC, na cidade de Guayaquil, no sudoeste do Equador, e fizeram os jornalistas e outros funcionários reféns durante uma transmissão ao vivo.
Nas imagens, os homens armados com pistolas, espingardas e granadas caseiras são vistos agredindo trabalhadores e obrigando-os a permanecerem no chão exigindo que pedissem a saída da polícia que chegou ao local.
Mais tarde, ouviram-se vários tiros e gritos de pessoas enquanto a transmissão ao vivo continuava.
"Não atirem, por favor, não atirem", é possível ouvir uma mulher dizendo nas imagens transmitidas pela televisão, enquanto outras pessoas sentadas no chão cobrem o rosto. Na segunda-feira, o governo equatoriano decretou estado de exceção por 60 dias em resposta a uma onda de violência com policiais sequestrados, fuga de presos e ataques com explosivos. As pessoas armadas exibiam seu arsenal, até que as luzes do set se apagaram. A transmissão ao vivo continuou transmitindo o som dos disparos e gritos.
"Por favor, entraram para nos matar", escreveu para um jornalista da AFP uma das pessoas que estavam na emissora durante o ataque. A ameaça ao vivo durou cerca de 30 minutos, depois observou-se a entrada de policiais.
Há dois dias, o país sul-americano vive noites de terror, em meio a uma onda de violência com policiais sequestrados, fuga de presidiários e ataques com explosivos, que levou o governo a decretar estado de exceção por 60 dias.
Esta é a primeira crise que o presidente, Daniel Noboa, enfrenta, após assumir o poder em novembro com a promessa de atacar os grupos do narcotráfico, ligados a cartéis colombianos e mexicanos.




