Sobrevivente da tragédia no CT Ninho do Urubu, no Flamengo, o jovem Naydjel Callebe vive um recomeço cinco após o incêndio que vitimou 10 atletas adolescentes alojados em contêineres. Na época com 14 anos, ele foi dispensado pelo Flamengo pouco tempo depois da tragédia, Naydjel tentou seguir a carreira de futebol, fazendo testes em vários clubes: Atlético-MG, Coritiba e Grêmio, mas não foi aprovado.
Sem sucesso nas 'peneiras' dos clubes depois que deixou o Flamengo, após o incêndio no Ninho, Naydjel Callebe 'virou a chave' e começou a fazer faculdade de Educação Física. Paralelo a isso, voltou a jogar futsal pelo time sub-20 do Copagril-PR, equipe de sua cidade natal, Marechal Cândido Rondon-PR.
"Ainda não sou profissional, pois tenho 19 anos. Estou dando um valor a mais para o futsal, mas caso surja a oportunidade de algum time grande no campo, eu vou. Se nada der certo, continuarei estudando", declarou Naydjel Callebe, em entrevista à ESPN. E é dessa forma, entre os estudos na faculdade e a investida no futsal, que ele tenta dar sequência à vida.
Sobre o incêndio no Ninho do Urubu, no Flamengo
Há cinco anos, às 5h17 do dia 8 de fevereiro, tinha início o incêndio que vitimou 10 atletas adolescentes alojados em contêineres, no Centro de Treinamento (CT) do Flamengo, mais conhecido como o Ninho do Urubu, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. O processo criminal sobre a tragédia segue na Justiça - a primeira audiência ocorreu em agosto do ano passado -, mas o recém-lançado livro “Longe do Ninho”, da jornalista e escritora Daniela Arbex, traz revelações inéditas daquela madrugada fatídica.
Com idades entre 14 e 16 anos, morreram no incêndio Arthur Vinicius, Athila Paixão, Bernardo Pisetta, Christian Esmério, Gedson Santos, Jorge Eduardo, Pablo Henrique, Rykelmo de Souza Viana, Samuel Thomas e Vitor Isaías.




