Após quatro anos do assassinato do prefeito de Granjeiro, João Gregório Neto, conhecido como 'João do Povo', o último réu preso pelo crime foi solto. Mayron Myrray Bezerra Aranha, ex-policial militar e acusado de participar do homicídio, foi liberado pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), com a imposição de usar tornozeleira eletrônica.
A decisão foi tomada pela Terceira Câmara Criminal do TJCE, que acatou o pedido de habeas corpus da defesa de Mayron Myrray no dia 20 de fevereiro. A relatora do caso, a desembargadora Marlúcia de Araújo Bezerra, argumentou que não havia mais justificativa para a prisão preventiva, considerando a duração prolongada da detenção e a falta de novos elementos desfavoráveis ao réu.
Como alternativa à prisão, o Tribunal impôs medidas cautelares a Mayron, incluindo o comparecimento mensal ao fórum, recolhimento domiciliar noturno, proibição de contato com outros réus ou testemunhas do crime e monitoramento por tornozeleira eletrônica.
A defesa de Mayron também entrou com um Recurso em Sentido Estrito no processo do homicídio, buscando a revisão da acusação. A demissão do ex-PM da Polícia Militar do Ceará em 2022, motivada por uma tentativa de feminicídio, foi mencionada no contexto do processo, com garantia de recurso por parte da defesa.
Além do caso do assassinato do prefeito, Mayron responde a outras ações penais, incluindo seu envolvimento no motim dos militares em 2020 e acusações relacionadas ao Sistema Nacional de Armas e ameaças.
Com a soltura de Mayron, não há mais réus presos no processo do homicídio de 'João do Povo'. Dos 10 acusados pronunciados, nove foram libertados e um permanece sem ser detido. O crime ocorreu na véspera de Natal de 2019, enquanto a vítima caminhava próximo de sua residência.




