O atleta de vôlei de praia, Anderson Melo, de 32 anos, foi vítima de homofobia na etapa de Recife do Circuito Brasileiro da modalidade. O caso ocorreu na última quinta-feira (14). Durante a partida, o atleta ouviu gritos da plateia proferindo palavras homofóbicos como "bicha" e "usa calcinha". Anderson se pronunciou em suas redes sociais.
“Demorei a escrever porque eu precisava digerir o que aconteceu naquela quadra, no ambiente que mais amo estar sofri ataques homofóbicos continuadamente e pela primeira vez na vida não consegui reagir. Eu não estava acreditando no que estava acontecendo e eu só lembrava da minha mãe, o quanto ela tinha medo de me ver sofrer por ser homossexual”, disse o atleta.
O jogador terminou seu texto fazendo um apelo para que uma atitude seja tomada contra essa prática de homofobia. A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) emitiu uma nota oficial e afirma ter apurado os fatos, com revisão das imagens da torcida, reunindo informações para o B.O. O caso segue para o Ministério Público de Pernambuco.
Atleta de vôlei de praia sofre homofobia
Homofobia é uma violação do Direito Humano fundamental de liberdade de expressão da singularidade humana, revelando-se um comportamento discriminatório. As leis em vigor no Brasil ainda não preveem o crime de homofobia, mas a Constituição Federal de 1988 determina no Art. 3º, inciso XLI que "Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação; e no Art. 5º, inciso XLI, que “a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais".




