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Professores das universidades do CE recusam proposta do Governo Federal e seguem em greve

Servidores da UFC realizam assembleia para fazer balanço da greve iniciada há 2 meses

Foto: reprodução/Adufc

Os Professores das universidades públicas federais do Ceará rejeitaram, nesta quinta-feira (25) a proposta salarial apresentada pelo governo na última semana. A decisão foi tomada durante uma reunião nos jardins da reitoria. Com a recusa, os trabalhadores seguem em greve.

O movimento paredista foi deflagrado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Cariri (UFCA) e a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).

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Os técnico-administrativos das instituições deflagraram greve ainda em março, já os docentes decidiram pela paralisação apenas em abril. De acordo com o Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará (Adufc), a assembleia geral para a decisão também foi realizada em alguns dos campi do interior.

Por meio de votação, os trabalhadores optaram em não aceitar a proposta e, assim, seguir em greve. A decisão foi unânime e contou com 240 votos. O resultado será encaminhado ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES), “que enviará a resposta oficial ao Palácio do Planalto até esta sexta-feira (26).

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Segundo a Adufc, com a nova proposta o poder executivo sinalizou “a permanência de 0% de reajuste em 2024″, mas ofereceu 9% em 2025 e 3,5% em 2026”. A oferta anterior era de “4,5% em cada um desses anos”.

“Essa proposta avança, mas ainda deixa muito a desejar, porque continua sem nenhum reajuste em 2024, melhora em 2025, mas reduz em 2026”, declarou a professora Irenísia Oliveira, presidenta do sindicato.

A respeito da reestruturação da carreira docente, uma das demandas dos professores, o sindicato informou que a proposta do governo federal deixa a desejar com relação aos níveis iniciais, priorizando apenas os mais avançados.

Durante a reunião, também foi aprovado um bloco de encaminhamentos, que conta com uma “mobilização conjunta para o ato do 1º de Maio; realização de aulas públicas; fortalecimento da divulgação das pautas locais; panfletaços e discussão de espaços críticos de construção coletiva”, entre outras ações.

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