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Governo quer discutir distribuição extraordinária dos lucros do FGTS após julgamento

Proposta foi apresentada no período da tarde desta segunda-feira ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, relator da ação que trata da correção monetária dos saldos do FGTS

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Governo quer discutir distribuição extraordinária dos lucros do FGTS após julgamento
Foto: GCMais

O advogado-geral da União, Jorge Messias, disse nesta segunda-feira, 10, que o governo quer abrir uma mesa de negociação com centrais sindicais para discutir uma distribuição extraordinária dos lucros do FGTS para os trabalhadores. A proposta foi apresentada no período da tarde desta segunda-feira ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, relator da ação que trata da correção monetária dos saldos do FGTS. O julgamento está marcado para a quarta-feira, 12.

"Apresentamos este entendimento firmado com centrais em que nós conseguimos ganhos reais para os trabalhadores", disse Messias após a reunião. "Temos todo o interesse que o julgamento ocorra. O Judiciário tem quase duas milhões de novas ações apresentadas nos últimos anos sobre esse tema, é importante que o STF estabilize essa situação e ofereça segurança jurídica", afirmou.

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O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, também participou do encontro.

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O julgamento foi suspenso em novembro pelo ministro Cristiano Zanin após o governo pedir o adiamento da análise para buscar um consenso com as centrais sindicais.

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A AGU já havia apresentado proposta de manter a remuneração das contas vinculadas do FGTS na forma atual em valor que garanta, no mínimo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com efeitos somente a partir da decisão do STF (sem pagamento retroativo). Agora, o governo fez um acréscimo a essa proposta.

Outra pauta da reunião foram as liminares apresentadas por Estados ao Supremo para pedir a renegociação de dívidas com a União. "Temos Estados que estão neste momento com pedidos de liminar em apreciação no STF e nós ponderamos com Barroso a importância de fazer um reequilibrio federativo, onde nós teríamos oportunidade de voltar com que esses estados voltem a pagar a dívida", disse Messias.

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