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Membro de facção criminosa autuado pelo MP do Ceará é condenado por morte de rivais em Fortaleza

O crime ocorreu no dia 13 de agosto de 2023, nas proximidades do Jardim Japonês, na Av. Beira Mar, em Fortaleza

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Membro de facção criminosa autuado pelo MP do Ceará é condenado por morte de rivais em Fortaleza
Foto: GCMais

O membro de uma facção criminosa — autuado pelo Ministério Público do Ceará — foi condenado pela 1ª Vara do Júri de Fortaleza, nesta segunda-feira (14), pela morte de dois homens e tentativa de homicídio contra um, que pertenciam a um grupo rival. Leandro Avillas Oliveira Correia foi sentenciado a 43 anos e 8 meses de prisão e também deve pagar R$ 20 mil como indenização às famílias das vítimas.

O júri acolheu integralmente os argumentos apresentados pelo promotor de Justiça Marcus Renan Palácio de Morais Claro dos Santos, representante do MP do Ceará no julgamento.

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O crime ocorreu no dia 13 de agosto de 2023, nas proximidades do Jardim Japonês, na Av. Beira Mar, em Fortaleza. Ao avistar os três homens que integravam uma facção rival, Leandro Oliveira e um comparsa, Bezaliel Moreira, atiraram no trio, o que ocasionou as mortes de R.S.G. e I.L.S. e feriu gravemente L.S.S. Após praticarem a ação criminosa, a dupla fugiu do local, tendo Leandro ainda roubado uma bicicleta pertencente a G.E.S. Momentos depois, no entanto, os dois foram presos em flagrante pelo Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur) da Polícia Militar, que apreendeu com eles 2 revólveres e 13 munições.

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Oliveira foi condenado por homicídio triplamente qualificado; tentativa de homicídio triplamente qualificada; roubo mediante violência e grave ameaça com uso de arma de fogo, com qualificadoras de motivo torpe, perigo comum e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas em relação aos dois primeiros crimes. Ele cumprirá as penas inicialmente em regime fechado.

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Já Bezaliel Moreira foi denunciado pelo MP do Ceará, mas não foi julgado após recurso apresentado pela defesa dele ao Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) contra a decisão da pronúncia. O réu continua preso e só irá a júri após análise do recurso pelo TJCE.

O caso faz parte do Programa Tempo de Justiça, que busca a realização do julgamento até dois anos após a prática do crime. O programa é uma parceria entre o MP do Ceará, o Tribunal de Justiça do Estado, a Defensoria Pública do Ceará e a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, com apoio técnico da Vice-Governadoria do Estado.

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