O cantor, compositor e multi-instrumentista brasileiro Luiz Gonzaga, também conhecido como o Rei do Baião, completaria 112 anos de idade nesta sexta-feira (13), caso ainda estivesse vivo. O artista se destacou na música popular brasileira, ao longo do século XX, tendo ganhado notoriedade com as canções “Asa Branca” (1947), “Juazeiro” (1948) e “Baião de Dois” (1950).
Cantando acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, Luiz Gonzaga levou para todo o País a cultura musical do Nordeste, como o baião, o xaxado, o xote e o forró pé de serra. Suas composições abordam a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino.
Ele seguiu os passos do pai e dominou a sanfona desde cedo, antes de emplacar na carreira musical. Ele compôs a famosa “Asa Branca”, de 1947, em parceria com Humberto Teixeira, entre outros clássicos que marcaram a divulgação da cultura nordestina, como “O xote das meninas” e “Pagode Russo”.
Além da música, Luiz Gonzaga também demonstrava suas raízes culturais em suas vestimentas, que remetiam ao sertanejo, com chapéu e sandália de couro e o gibão. Nos anos 1950, ele figurava entre os artistas mais populares do Brasil.
Luiz Gonzaga nasceu em 13 de dezembro de 1912, em Exu, município de Pernambuco. Era filho de Ana Batista de Jesus e de Januário José dos Santos, conhecido nas redondezas como Mestre Januário por também dominar a sanfona. Luiz Gonzaga o eternizou na música “Respeita Januário”.
Gonzagão faleceu aos 76 anos, em 2 de agosto de 1989. Em seu legado, deixou mais de 50 discos compactos e 44 discos de vinil e a consolidação da música nordestina em todo o país. Pai do músico Gonzaguinha, ele ainda influenciou outros artistas como Geraldo Vandré, Raul Seixas, Gilberto Gil e Caetano Veloso com suas rítmicas e composições.




