ECONOMIA

Inflação de janeiro é a menor em 30 anos; entenda o motivo

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,16% no mês, após avançar 0,52% em dezembro

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11 de fevereiro de 2025
Portal GCMAIS

A inflação no Brasil iniciou 2025 com a menor taxa para janeiro em mais de três décadas, impulsionada pela redução nos custos da energia elétrica. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,16% no mês, após avançar 0,52% em dezembro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Inflação de janeiro é a menor em 30 anos; entenda o motivo
Foto: Agência Brasil

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Essa foi a menor variação para janeiro desde o início do Plano Real, em 1994. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses atingiu 4,56%, enquanto o ano de 2023 fechou com um avanço de 4,83%, acima do teto da meta oficial, que era de 3,0%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

A principal influência para a desaceleração foi a queda de 14,21% na energia elétrica residencial, levando o grupo Habitação a registrar uma deflação de 3,08%. A redução ocorreu devido à liberação de R$ 1,3 bilhão do chamado Bônus de Itaipu, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para aliviar as contas de luz em janeiro de 2024.

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Inflação de janeiro é a menor em 30 anos

Apesar do alívio na energia, a inflação foi pressionada pelos setores de Transportes e Alimentação e Bebidas. O primeiro avançou 1,30%, impulsionado pelo aumento de 10,42% nas passagens aéreas e de 3,84% no transporte público urbano. Já os combustíveis registraram alta de 0,75%, com reajustes no etanol (1,82%), óleo diesel (0,97%), gasolina (0,61%) e gás veicular (0,43%).

O grupo Alimentação e Bebidas teve sua quinta alta consecutiva, com avanço de 0,96% em janeiro. A alimentação no domicílio subiu 1,07%, puxada por aumentos na cenoura (36,14%), no tomate (20,27%) e no café moído (8,56%). Já a alimentação fora de casa desacelerou para 0,67%.

A inflação de serviços também acelerou, passando de 0,66% em dezembro para 0,78% em janeiro, acumulando alta de 5,57% em 12 meses. O índice de difusão, que mede o espalhamento das variações de preços, caiu 0,4 ponto percentual, chegando a 65%.

O Banco Central segue monitorando a inflação dos alimentos e serviços, além da desvalorização do real e das possíveis medidas tarifárias do governo dos Estados Unidos, que podem pressionar os preços no Brasil.

Diante desse cenário, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, no fim de janeiro, elevar a taxa básica de juros (Selic) para 13,25% ao ano, indicando uma nova alta em março, sem definir os próximos passos.

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