Após o assassinato de um paciente dentro do Hospital Instituto Dr. José Frota (IJF) na tarde deste domingo (2), o governador do Ceará, Elmano de Freitas, anunciou que pretende implementar um sistema de reconhecimento facial na unidade. A medida faz parte de um plano de segurança elaborado em parceria com a Prefeitura de Fortaleza.
"Sobre o crime ocorrido hoje no IJF, o autor, um menor infrator, que tirou a vida de um rival, foi apreendido ainda no local pela PM e Guarda Municipal. Conversamos, o prefeito Evandro Leitão e eu, para a elaboração de um plano de segurança para as unidades de saúde, a ser cumprido conjuntamente pelas equipes do estado e município, inclusive com a instalação de reconhecimento facial no IJF", escreveu o governador nas redes sociais.
Crime dentro do hospital
A vítima, identificada como Fernando Uchôa Júnior, estava internada há cerca de uma semana, após ter sido baleada no tórax e na mão no bairro Messejana. O adolescente suspeito, de 16 anos, entrou no hospital informando que visitaria um paciente. Com a liberação da entrada, ele teria desviado o trajeto e seguido até a sala 19, onde Fernando estava internado, efetuando aproximadamente cinco disparos contra ele.
O suspeito se entregou imediatamente após o crime, sendo apreendido por agentes de segurança que estavam no hospital. Segundo relatos de funcionários, o jovem conseguiu entrar armado ao se passar por visitante.
No momento do crime, a esposa da vítima, que o acompanhava no hospital, estava no refeitório para o jantar.
Segunda morte no IJF
Há menos de um ano, no dia 23 de abril de 2024, um ex-funcionário entrou na unidade de saúde e decapitou um profissional que trabalhava no local.
Francisco Aurélio invadiu a unidade de saúde com uma arma de fogo, localizou o funcionário Francisco Mizael Souza da Silva, disparou várias vezes contra ele e o decapitou no refeitório do hospital. O ataque teria sido motivado por ciúme, uma vez que a mulher de Francisco Aurélio também é funcionária da unidade e é colega de trabalho de Francisco Mizael.
O funcionário morto no refeitório foi executado a tiros e teve a cabeça arrancada logo em seguida. Além dele, uma outra pessoa ficou ferida no local. Conforme relatado por testemunhas, ele descarregou no colega a arma de fogo que levava, e depois decapitou a vítima usando uma faca. O homem conseguiu fugir do hospital após a ação criminosa, passando pela catraca, mas foi preso no mesmo dia, no município de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).
O suspeito parou de trabalhar no hospital há mais de um ano, mas conseguiu entrar na unidade hospitalar porque ainda constava no banco de dados do reconhecimento facial. Ele, nos últimos tempos, vinha trabalhando como motorista de aplicativo e auxiliar de cozinha.




