O julgamento do primeiro réu acusado de envolvimento na Chacina das Cajazeiras, também conhecida como chacina do "Forró do Gago", ocorrida em 2018, foi adiado por "questões técnicas nos autos do processo". A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), que acrescentou que as questões serão apuradas. A nova data para o julgamento foi agendada para o dia 7 de abril.
O réu que seria julgado nesta fase é Ednardo dos Santos Lima, mas o processo envolve 15 pessoas, com 14 delas já identificadas como participantes do crime, que resultou em 14 mortos e 15 feridos. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), a chacina foi cometida por oito adultos e dois adolescentes. A Justiça pronunciou oito réus, que agora serão julgados pelo Tribunal do Júri.
Chacina do "Forró do Gago"
O caso está inserido no Programa Tempo de Justiça, que visa acelerar o julgamento de homicídios com autoria esclarecida, e no Movimento de Apoio ao Sistema Prisional (Masp), programa que prioriza o julgamento de réus com seis ou mais processos criminais. A investigação incluiu depoimentos de testemunhas, análise de dados de celulares apreendidos e interceptações telefônicas, além da coleta de informações sobre o planejamento da ação criminosa.
A motivação para o ataque, segundo as autoridades, foi a disputa entre facções criminosas, com destaque para o Comando Vermelho (CV) e os Guardiões do Estado (GDE). Durante a chacina, mais de 100 disparos foram efetuados desde a entrada na casa de eventos até o interior do local.




