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Ceará encerra março com 51% das reservas hídricas acumuladas e 42 açudes sangrando

Os dados, divulgados nesta segunda-feira (31), apontam uma melhora em relação ao mesmo período de 2024, quando o volume registrado era de 45%

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Ceará encerra março com 51% das reservas hídricas acumuladas e 42 açudes sangrando
Foto: GCMais

O Ceará finalizou o mês de março com 51% das reservas hídricas acumuladas nos açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). Os dados, divulgados nesta segunda-feira (31), apontam uma melhora em relação ao mesmo período de 2024, quando o volume registrado era de 45%.

Atualmente, 42 açudes estão sangrando no estado. Entre os maiores reservatórios, o Açude Banabuiú atingiu 36% da capacidade, enquanto o Açude Castanhão, o maior do Ceará, acumula 29%. Já o Açude Orós, o segundo maior, apresenta uma situação mais confortável, com 75% da capacidade total.

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O Diretor Presidente da Cogerh, Yuri Castro, explica que os aportes não ocorrem de maneira uniforme em todo o estado, pois a recarga dos açudes depende de diferentes fatores. “Nem sempre chuva resulta em aportes. As chuvas, mesmo na média ou até acima da média, carecem de constância e precisam cair no lugar certo para gerar escoamento e, consequentemente, aportes”, destacou.

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As bacias hidrográficas cearenses apresentam níveis variados de acumulação. As bacias do Acaraú, Coreaú, Litoral, Metropolitana e Ibiapaba registram volumes acima de 70% da capacidade total, indicando uma situação confortável. Por outro lado, regiões como o Médio Jaguaribe, onde está localizado o Açude Castanhão, e os Sertões de Crateús enfrentam volumes abaixo de 30%, o que mantém essas áreas em estado de alerta.

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Para otimizar a gestão hídrica, a Cogerh, em parceria com os Comitês de Bacias Hidrográficas, já definiu as vazões emergenciais dos açudes Castanhão, Orós e Banabuiú para o primeiro semestre de 2025. A medida busca garantir o uso sustentável dos recursos, principalmente nas bacias em situação mais crítica.

“O acompanhamento contínuo dos açudes nos permite antecipar cenários e tomar decisões estratégicas para o uso sustentável dos recursos hídricos. A gestão da água no Ceará é feita de forma técnica e participativa, sempre em diálogo com os Comitês de Bacias e demais atores envolvidos”, reforçou Yuri Castro.
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