O golpe deu início a um período em que o país foi governado por cinco generais, que implementaram políticas de censura, repressão e controle sobre a sociedade civil
Golpe militar de 1964 completa 61 anos nesta segunda (31); relembre o ocorrido
O golpe militar de 1964 completa 61 anos nesta segunda-feira (31), tendo marcado o início de uma ditadura que durou mais de 20 anos no território brasileiro. Relembre como se deu a dissolução da democracia no país, 61 anos atrás, fato histórico que segue impactando a vida política no Brasil até os dias de hoje.

A ação foi articulada pelas Forças Armadas, que mobilizaram tropas e tomaram o controle de pontos estratégicos do país. O objetivo era derrubar o governo de João Goulart, em reação a políticas implementadas pela gestão federal – como as reformas de base, que visavam a redistribuição de terras e a ampliação dos direitos trabalhistas. O golpe foi formalizado com a publicação do Ato Institucional nº 1 (AI-1), que estabeleceu medidas autoritárias e oficializou a tomada de poder pelos militares.
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Documentos históricos revelam que o governo dos Estados Unidos desempenhou um papel crucial no golpe, financiando campanhas anticomunistas e apoiando os militares brasileiros. A preocupação dos norte-americanos com uma possível influência comunista na América Latina foi um dos fatores que os levaram a apoiar o golpe.
Golpe militar de 1964 completa 61 anos nesta segunda (31)
Com a deposição de Goulart, o marechal Humberto Castello Branco assumiu a presidência por meio de eleição indireta, marcando o início de um regime autoritário que duraria 21 anos. Ao longo desse período, o país foi governado por cinco generais, que implementaram políticas de censura, repressão e controle sobre a sociedade civil. O regime militar foi marcado por violações de direitos humanos, incluindo torturas, desaparecimentos forçados e execuções sumárias.
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As demandas populares pela retomada da democracia passaram a ganhar força na década de 1980, em paralelo a articulações entre integrantes do governo e do Parlamento para abrir espaço a uma transição democrática. O processo de reabertura, que se deu ao longo da década, culminou na eleição indireta de Tancredo Neves em 1985, marcando a transferência de poder a um mandatário da sociedade civil e o fim do período de ditadura militar.
Linha do tempo do golpe – março de 1964
João Goulart propôs as reformas de base, que incluíam medidas como a reforma agrária, controle de lucros de empresas estrangeiras e ampliação dos direitos trabalhistas. Em 13 de março de 1964, Jango realizou um comício na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, onde defendeu essas reformas, o que foi interpretado por forças conservadoras aliadas às Forças Armadas como uma guinada à esquerda.
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Em resposta ao comício de Jango, setores conservadores organizaram a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, em São Paulo, em 19 de março de 1964. A manifestação é apontada como um fator que sinalizou apoio popular a forças de oposição ao governo de Jango, dando força às articulações golpistas.
O golpe foi deflagrado em 31 de março de 1964, com a rebelião liderada pelo general Olímpio Mourão Filho, que mobilizou tropas em Juiz de Fora (MG) e marchou em direção ao Rio de Janeiro. A ação foi apoiada por governadores e setores militares, culminando na deposição de Jango.
Em 2 de abril de 1964, o então presidente da Câmara dos Deputados, Auro de Moura Andrade, declarou vaga a presidência, consolidando politicamente o golpe. Jango, que estava em Porto Alegre na ocasião, não resistiu e partiu para o exílio no Uruguai, enquanto o Congresso elegia o marechal Humberto Castelo Branco como novo presidente.
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