O estudo revela que as mulheres representam 51,4% da população estadual, totalizando 4,7 milhões, enquanto os homens somam 4,5 milhões (48,6%)
Ceará tem 256 mil mulheres a mais que homens, aponta estudo
O Ceará possui cerca de 256 mil mulheres a mais do que homens, conforme levantamento do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). O estudo revela que as mulheres representam 51,4% da população estadual, totalizando 4,7 milhões, enquanto os homens somam 4,5 milhões (48,6%).

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Os dados fazem parte do relatório Ipece/Informe (Nº 267 – Março/2025), que analisou a condição das mulheres no estado ao longo de 2023. O estudo aponta que o analfabetismo entre as mulheres é menor que entre os homens e que o nível de escolaridade delas, a partir dos 25 anos, também é superior.
Apesar do avanço educacional, a desigualdade de gênero persiste no mercado de trabalho. Embora o rendimento médio das mulheres ocupadas tenha sido maior que o dos homens no Ceará, elas continuam sendo maioria entre os mais pobres. O relatório destaca que 61,4% dos lares pertencentes aos 20% mais pobres do estado são chefiados por mulheres, uma diferença de 22,8 pontos percentuais em relação aos homens. Além disso, a proporção de domicílios em situação de pobreza liderados por mulheres (10,5%) supera a daqueles comandados por homens (7,9%).
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O estudo também aponta que a presença feminina no uso da internet é maior do que a masculina e que os domicílios chefiados por homens apresentam maior segurança alimentar (70,5%). Outro dado analisado é o impacto das transferências de renda na vida das mulheres. Sem os auxílios sociais, o rendimento per capita das mulheres pobres no Ceará seria de R$ 966,15, enquanto o dos homens atingiria R$ 1.394,46. Com os benefícios, a diferença cai para R$ 428,31 contra R$ 389,59, respectivamente.
Raquel Sales, assessora técnica do Ipece e uma das responsáveis pelo levantamento, destaca que, apesar do maior nível de escolaridade e do papel de liderança nos lares, as mulheres continuam recebendo menores salários. “Políticas voltadas para as mulheres mais vulneráveis são fundamentais, pois elas são as mais afetadas pela pobreza e pela insegurança alimentar. Além disso, na simulação sem programas sociais, a desigualdade era ainda maior”, pontua.
O levantamento foi elaborado com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O relatório reúne informações sobre participação das mulheres na população, indicadores educacionais, acesso à internet, renda e pobreza no Ceará.
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