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Formado em Medicina e especialista em bioética: quem é o cardeal holandês cotado para ser Papa

Cardeal Ejik foi ordenado padre em 1985 e, ao longo dos anos, combinou seu ministério pastoral com o ensino de teologia moral

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Formado em Medicina e especialista em bioética: quem é o cardeal holandês cotado para ser Papa
Foto: GCMais

Nascido em 1953 nos Países Baixos, o cardeal holandês Willem Jacobus Eijk se formou em Medicina pela Universidade de Amsterdã (1978) antes de entrar no Seminário de Roermond. Doutorou-se em Ética Médica (1987) e em Filosofia Moral (1989). Sua formação médica e expertise em bioética poderiam ser relevantes em um mundo em que se debate cada vez mais os direitos do final da vida, a eutanásia e o transumanismo.

Assim, Eijk é considerado um dos fortes candidatos no conclave que começa nesta quarta-feira, 7, e escolherá o sucessor do papa Francisco.

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O cardeal Ejik foi ordenado padre em 1985 e, ao longo dos anos, combinou seu ministério pastoral com o ensino de teologia moral, destacando-se como um intelectual rigoroso e conservador. O holandês seria, inclusive, muito próximo da Opus Dei, uma organização religiosa extremamente conservadora.

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Dificilmente ele seria um nome escolhido para dar continuidade ao legado do falecido papa Francisco, mas é visto como um nome forte entre os tradicionalistas. Se escolhido, seria o primeiro papa holandês da história - um pontífice que, a exemplo de Bento XVI, uniria erudição teológica à firmeza doutrinal.

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Eijk costuma reafirmar a indissolubilidade do casamento (que ele entende como um contrato exclusivo entre um homem e uma mulher) e é contrário à bênção para uniões de pessoas do mesmo sexo. Ele também é contrário ao celibato opcional para os padres e à ordenação de mulheres. O cardeal reverencia a liturgia, mas tem se mantido a parte do debate sobre a missa em latim.

Durante a pandemia de covid-19, o holandês foi um fervoroso defensor da vacinação, dado o seu conhecimento médico. A despeito de questionamentos levantados sobre a segurança e eficácia dos imunizantes, Eijk defendia a vacinação como uma "obrigação moral" para a proteção de si mesmo e de toda a comunidade.

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