Fortaleza contabilizou 101 casos de arboviroses, dengue e chikungunya, entre janeiro e abril de 2025. Os dados são do Sistema de Monitoramento Diário de Agravos (Simda), da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Do total, 91 casos foram de dengue e 10 de chikungunya. Não houve registros de zika no período.
O número representa uma queda expressiva em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados 1.753 casos, sendo 1.708 de dengue e 45 de chikungunya. Também houve redução nas notificações gerais, que passaram de 8.416 no primeiro quadrimestre de 2024 para 1.842 em 2025.
Além das arboviroses, a capital registrou queda de 33,33% nos casos de zoonoses como leptospirose e leishmaniose.
Casos de dengue, chikungunya e zika em Fortaleza
A Prefeitura atribui a redução às ações intensificadas durante a Operação Inverno, com mutirões de limpeza, eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti e aplicação de larvicidas em áreas críticas da cidade.
O coordenador de Vigilância em Saúde da SMS, Josete Malheiro, explica que as ações foram antecipadas, o que contribuiu para reduzir os riscos durante a quadra chuvosa. “Intensificamos os mutirões e as ações integradas, com foco na eliminação dos focos do mosquito e no controle da população adulta do Aedes aegypti”, afirma.
A Operação Inverno mobilizou cerca de 1.380 agentes comunitários de endemias, que atuaram diretamente na eliminação de criadouros, aplicação de larvicida em reservatórios de água e em áreas abertas e domiciliares, com reforço especial no mês de fevereiro.




