A Polícia Civil do Ceará (PCCE) prendeu 11 pessoas suspeitas de integrar uma facção criminosa especializada em extorquir donos de operadoras de internet e comerciantes, além de expulsar moradores no bairro Quintino Cunha, em Fortaleza. As prisões ocorreram na manhã desta segunda-feira (2) durante a terceira fase da Operação Nocaute.
De acordo com as investigações, o grupo agia para impor domínio na região, cobrando taxas de empresários do setor de internet e eliminando a concorrência. Entre os presos, está um homem de 33 anos, dono de um provedor de internet, apontado como aliado da facção. A atuação dele tinha como objetivo fortalecer o monopólio da empresa na comunidade, impondo ameaças e retaliações a quem se recusava a pagar os valores exigidos.
Além desse empresário, outro homem, de 27 anos, também dono de uma empresa de internet, foi preso em flagrante por furto de energia elétrica. Ambos estão à disposição da Justiça.
Durante a operação, foram cumpridos nove mandados de prisão contra suspeitos que estavam em liberdade e dois contra presos que já se encontravam recolhidos em unidades prisionais. Também foram apreendidos uma arma de fogo, munições, rádios comunicadores e celulares. As contas bancárias dos suspeitos foram bloqueadas.
O grupo atuava especialmente na Comunidade do Sossego, mesma localidade onde, na última sexta-feira (30), dois jovens foram mortos a tiros. Sete pessoas já haviam sido presas em flagrante pelo duplo homicídio.
A Operação Nocaute faz parte das ações do programa Ceará Contra o Crime, do Governo do Estado, e tem como foco desarticular grupos responsáveis por ameaças, extorsões e ataques contra empresários, especialmente do setor de internet.
Desde o início das ações, em fevereiro deste ano, 57 suspeitos de envolvimento com ataques a provedores de internet foram capturados. Na primeira fase da operação, 15 foram presos. Na segunda, em maio, mais 20 foram capturados — entre eles, dois cantores de funk suspeitos de integrar a facção.
As investigações seguem em andamento, e a Polícia Civil reforça que a população pode colaborar repassando informações de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181 ou pelo WhatsApp da Draco ((85) 98969-0182).




