BALANÇO

Quadra chuvosa: 59% do Ceará teve chuvas abaixo da média, aponta Funceme

Apenas 5% do estado registrou precipitações acima da média

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4 de junho de 2025
Portal GCMAIS

A quadra chuvosa de 2025, que vai de fevereiro a maio, terminou com chuvas abaixo da média em 59,4% do território cearense, segundo balanço divulgado pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) nesta quarta-feira (4). Apenas 5% do estado registrou precipitações acima da média.

Quadra chuvosa: 59% do Ceará teve chuvas abaixo da média, aponta Funceme
Foto: Danniel Monteiro/Funceme

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As regiões mais impactadas pela falta de chuva foram o Sertão Central e Inhamuns, Serra da Ibiapaba e Vale do Jaguaribe. De acordo com a Funceme, o volume médio observado no estado foi de 517,6 milímetros, representando um desvio negativo de 15% em relação à média histórica, que varia de 512,5 mm a 705,9 mm.

Apesar do desempenho abaixo do esperado em boa parte do interior, algumas regiões tiveram situação confortável, como Acaraú, Coreaú, Litoral, Região Metropolitana, Serra da Ibiapaba, Curu e Alto Jaguaribe, com volumes acima de 70% da capacidade dos reservatórios.

Ao fim da quadra, o Ceará soma 55% de sua capacidade hídrica preenchida, o equivalente a 10,2 bilhões de metros cúbicos nos 157 reservatórios estratégicos monitorados pela Cogerh. O número é semelhante ao do ano passado, mas com um aporte menor: 5,87 bilhões de metros cúbicos em 2025.

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Quadra chuvosa no Ceará

Entre os destaques positivos está o Açude Orós, que voltou a sangrar após 14 anos, graças às chuvas concentradas na sua bacia. Já o Açude Castanhão, maior do estado, segue com apenas 29% da capacidade, mas ainda não é utilizado no abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), que segue atendida pelos açudes Pacoti, Pacajus, Riachão e Gavião, que permanecem com níveis considerados seguros.

Por outro lado, algumas regiões continuam em situação de alerta. A bacia dos Sertões de Crateús finalizou a quadra com apenas 20% de capacidade hídrica, enquanto o Banabuiú, que já secou entre 2015 e 2018, está hoje com 36%. O Médio Jaguaribe, onde está o Castanhão, acumula apenas 30%.

O presidente da Funceme, Eduardo Sávio Rodrigues, destacou que o cenário já era previsto. “Apesar da categoria ser considerada dentro da normalidade, tivemos uma grande variabilidade espacial. Boa parte do estado ficou abaixo da média, principalmente no interior. As melhores chuvas ocorreram em áreas próximas à costa e na região do Orós”, afirmou.

O secretário de Recursos Hídricos, Fernando Santana, reforçou que a gestão hídrica segue trabalhando para garantir segurança no abastecimento em todo o estado, com ações integradas entre órgãos estaduais e federais.

O maior volume acumulado na quadra foi registrado no litoral de Fortaleza, com 936,1 mm, seguido pela região de Pecém, com 693,1 mm.

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