O conflito entre Irã e Israel atingiu um novo patamar de gravidade neste domingo (15), com uma série de ataques aéreos que deixaram dezenas de mortos e centenas de feridos nos dois países. A escalada ocorre no quarto dia consecutivo de hostilidades, marcando um dos episódios mais intensos e perigosos da já conturbada relação entre as potências regionais rivais.
Na madrugada de domingo, forças iranianas lançaram uma nova onda de mísseis contra o território israelense, atingindo cidades como Tel Aviv, Jerusalém e Bat Yam. Sirenes de alerta soaram em várias regiões, levando a população a buscar abrigo e aumentando o clima de tensão.
O ataque iraniano resultou em pelo menos 13 mortes em Israel, incluindo seis vítimas em Bat Yam e quatro em Tamra, no norte do país. Mais de 140 pessoas ficaram feridas, segundo autoridades locais. O presidente israelense, Isaac Herzog, lamentou as perdas e classificou os ataques do Irã como "criminosos" contra a população civil.
Em resposta, Israel intensificou os bombardeios contra alvos estratégicos em Teerã e outras cidades iranianas. Entre os edifícios atingidos estão o Ministério da Defesa do Irã e instalações nucleares consideradas críticas para o programa atômico iraniano. O governo iraniano confirmou que prédios residenciais também foram alvejados, resultando em pelo menos 78 mortos e centenas de feridos, incluindo mulheres e crianças. Um incêndio de grandes proporções atingiu um terminal de petróleo na capital iraniana, mas foi posteriormente controlado.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as Forças de Defesa de Israel conseguiram destruir a principal instalação de enriquecimento de urânio em Natanz, considerada o coração do programa nuclear iraniano. Netanyahu prometeu continuar a ofensiva e advertiu que o Irã enfrentará "consequências severas" pelos ataques contra civis israelenses.
A escalada militar ocorre em meio à suspensão das negociações sobre o programa nuclear iraniano e a ameaças de Teerã contra potências ocidentais, como Estados Unidos, Reino Unido e França. O governo iraniano alertou que bases e embarcações desses países poderão ser alvos caso intervenham em favor de Israel.
Enquanto equipes de resgate trabalham nos escombros em Tel Aviv e Teerã, a comunidade internacional acompanha com preocupação o risco de uma guerra em larga escala no Oriente Médio. As trocas de ameaças entre os líderes dos dois países, somadas ao impacto sobre civis, evidenciam a gravidade da crise e a urgência por esforços diplomáticos que possam conter a escalada do conflito.




