O Irã fechará o Estreito de Ormuz se os Estados Unidos e aliados ocidentais se juntarem a Israel no conflito contra o país persa, ameaçou nesta quinta-feira, 19, o parlamentar iraniano Seyyed Ali Yazdi Khah, em entrevista à agência de notícias semiestatal Mehr.
Yazdikhah disse que, por enquanto, Teerá não pretende interromper a navegação no estreito, importante artéria de circulação de commodities como o Petróleo.
No entanto, os planos podem mudar caso os norte-americanos façam algum tipo de intervenção direta no conflito, segundo ele.
Irã fechará Estreito de Ormuz se EUA apoiarem Israel em conflito
"Se o inimigo criminoso liderado pela América quiser entrar pratica e oficialmente em uma luta e guerra com nosso país em apoio aos sionistas, é naturalmente o direito legítimo da República Islâmica do Irã interromper a passagem fácil do comércio de petróleo desses países", afirmou, segundo a agência.
“Declaração de guerra”
O governo do Irã classificou como uma “declaração de guerra” os bombardeios realizados por Israel na última quinta-feira (12). Os ataques, que atingiram alvos estratégicos como a usina de enriquecimento de urânio em Natanz e um aeroporto militar em Tabriz, provocaram a morte de importantes líderes militares iranianos, incluindo o chefe da Guarda Revolucionária, Hossein Salami, e o chefe do Estado-Maior, Mohamed Bagheri, além de seis cientistas nucleares.
Segundo o governo israelense, a ofensiva foi uma ação “preventiva” diante do avanço do programa nuclear iraniano, que, segundo autoridades de Tel Aviv, já teria acumulado urânio suficiente para a produção de várias bombas atômicas em poucos dias. “Armas de destruição em massa nas mãos do regime iraniano representam uma ameaça existencial ao Estado de Israel e uma ameaça significativa ao mundo em geral. O Estado de Israel não permitirá que um regime cujo objetivo é destruir o Estado de Israel obtenha armas de destruição em massa”, afirmou o Exército israelense em comunicado.
A resposta iraniana veio imediatamente, com o lançamento de mais de 100 drones em direção ao território israelense.
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, prometeu uma “punição severa” e declarou que o país “preparou um destino amargo” para Israel. A chancelaria iraniana pediu uma reação da comunidade internacional, afirmando que os ataques “expõem a segurança global a uma ameaça sem precedentes”.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que o país está em um “momento decisivo” de sua história e que a operação continuará “pelo tempo que for necessário”, até que a missão seja concluída. “Não podemos deixar essas ameaças para a próxima geração. Porque, se não agirmos agora, não haverá outra geração. Se não agirmos agora, simplesmente não estaremos aqui”, afirmou Netanyahu.




