PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Israel e Irã intensificam ataques, atingindo hospital e instalação nuclear

O conflito já deixou um saldo de ao menos 639 mortos e 1.320 feridos no lado iraniano, incluindo comandantes militares e cientistas do programa nuclear, e 24 mortos em Israel

Compartilhe
Israel e Irã intensificam ataques, atingindo hospital e instalação nuclear
Foto: GCMais

O conflito entre Israel e Irã entrou em nova fase de escalada nesta quinta-feira (19), com uma troca de ataques a pontos estratégicos – Israel direcionou ataques a uma instalação nuclear iraniana, enquanto o Irã disparou mísseis contra alvos em Israel, incluindo um hospital em Tel Aviv.

Desde o início da ofensiva israelense, iniciada no dia 13 de junho, as Forças de Defesa de Israel (FDI) realizaram ataques a dezenas de alvos no Irã, principalmente em Teerã e em instalações estratégicas, como a usina nuclear subterrânea de Natanz, onde foram destruídos equipamentos apontados como essenciais para o enriquecimento de urânio. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que os ataques atingiram diretamente a usina subterrânea, causando danos significativos às centrífugas usadas no programa nuclear iraniano.

Em resposta, o Irã lançou uma série de mísseis balísticos e drones contra diversas cidades israelenses, com ênfase em Tel Aviv, Bat Yam e Haifa. O líder supremo iraniano, Ali Khamenei, declarou que "a nação iraniana não permitirá que o sangue de seus valiosos mártires fique sem vingança" e acusou Israel de ter cometido "um grande erro" ao iniciar o conflito.

Leia também: Papa Leão XIV diz que extrema direita não representa o cristianismo
PUBLICIDADE

O exército iraniano afirmou que esta é a 12ª onda de ataques contra Israel, utilizando mísseis balísticos superpesados e o míssil Sejjil, de dois estágios. O Irã também declarou ter destruído sistemas de defesa israelenses em operações anteriores e prometeu manter os ataques contínuos, afirmando que "os mísseis estrondosos da Guarda Revolucionária não permitirão que passem um momento sequer fora de seus abrigos subterrâneos".

Israel, por sua vez, mantém sua ofensiva aérea contra o Irã, com mais de 60 caças envolvidos em ataques a infraestruturas militares e nucleares, incluindo depósitos de mísseis e bases de drones. As Forças de Defesa de Israel ordenaram a evacuação de cidades iranianas como Arak e Khondab devido às operações em curso.

PUBLICIDADE

O conflito já deixou um saldo de ao menos 639 mortos e 1.320 feridos no lado iraniano, incluindo comandantes militares e cientistas do programa nuclear, e 24 mortos em Israel, além de milhares de deslocados devido aos bombardeios.

PUBLICIDADE

"Declaração de guerra"

PUBLICIDADE

O governo do Irã classificou como uma "declaração de guerra" os bombardeios realizados por Israel na última quinta-feira (12). Os ataques, que atingiram alvos estratégicos como a usina de enriquecimento de urânio em Natanz e um aeroporto militar em Tabriz, provocaram a morte de importantes líderes militares iranianos, incluindo o chefe da Guarda Revolucionária, Hossein Salami, e o chefe do Estado-Maior, Mohamed Bagheri, além de seis cientistas nucleares.

Segundo o governo israelense, a ofensiva foi uma ação "preventiva" diante do avanço do programa nuclear iraniano, que, segundo autoridades de Tel Aviv, já teria acumulado urânio suficiente para a produção de várias bombas atômicas em poucos dias. "Armas de destruição em massa nas mãos do regime iraniano representam uma ameaça existencial ao Estado de Israel e uma ameaça significativa ao mundo em geral. O Estado de Israel não permitirá que um regime cujo objetivo é destruir o Estado de Israel obtenha armas de destruição em massa", afirmou o Exército israelense em comunicado.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

A resposta iraniana veio imediatamente, com o lançamento de mais de 100 drones em direção ao território israelense.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, prometeu uma "punição severa" e declarou que o país "preparou um destino amargo" para Israel. A chancelaria iraniana pediu uma reação da comunidade internacional, afirmando que os ataques "expõem a segurança global a uma ameaça sem precedentes".

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que o país está em um "momento decisivo" de sua história e que a operação continuará "pelo tempo que for necessário", até que a missão seja concluída. "Não podemos deixar essas ameaças para a próxima geração. Porque, se não agirmos agora, não haverá outra geração. Se não agirmos agora, simplesmente não estaremos aqui", afirmou Netanyahu.

PUBLICIDADE
Leia também
Papa Leão XIV diz que extrema direita não representa o cristianismo
RELIGIÃO
Papa Leão XIV diz que extrema direita não representa o cristianismo
29 de set. de 2026 - 09:43
Papa Leão XIV reúne cerca de 700 mil pessoas em missa em Paris
FÉ E DEVOÇÃO
Papa Leão XIV reúne cerca de 700 mil pessoas em missa em Paris
26 de set. de 2026 - 18:06
Na ONU, Lula defende soberania e manda recado aos EUA: “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”
POLÍTICA
Na ONU, Lula defende soberania e manda recado aos EUA: “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”
22 de set. de 2026 - 14:08