O Papa Leão XIV disse neste domingo que "notícias alarmantes" continuam a surgir do Oriente Médio, especialmente do Irã. Ele destaca que, nesse "cenário trágico", que inclui Israel e Palestina, o sofrimento diário da população não pode ser esquecido, especialmente em Gaza, onde a necessidade de ajuda humanitária adequada se torna cada vez mais urgente.
Papa Leão XIV pede paz no Oriente Médio
"Hoje, mais do que nunca, a humanidade clama por paz. Este é um clamor que exige responsabilidade e razão, e não deve ser abafado pelo estrondo das armas ou pela retórica que incita ao conflito", escreveu o pontífice em seu perfil no X. O Papa frisou que cada membro da comunidade internacional tem a responsabilidade moral de impedir a tragédia da guerra antes que ela se transforme num "abismo irreparável". "Não existem conflitos distantes quando a dignidade humana está em jogo", afirmou.
Ele disse ainda que a guerra não resolve problemas, mas amplifica e inflige "feridas profundas na história dos povos, que levam gerações para cicatrizar". Segundo Leão XIV, nenhuma vitória armada pode compensar a dor das mães, o medo das crianças ou futuros roubados. "Que a diplomacia silencie as armas! Que as nações tracem seus futuros com obras de paz, não com violência e conflitos sangrentos!", concluiu o porta-voz do Vaticano na postagem.
O que diz a ONU
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou neste sábado, 21, na rede social X que está “profundamente alarmado” com o uso da força pelos Estados Unidos (EUA) contra o Irã. “Trata-se de uma escalada perigosa em uma região já em crise – e uma ameaça direta à paz e à segurança internacionais”, escreveu.
O Irã, oficialmente, admitiu que Fordow foi atacado por “bombardeios aéreos inimigos”, informa a Globonews. A informação chegou menos de uma hora depois do presidente dos EUA, Donald Trump, comemorar o ataque que ele julgou “bem-sucedido”.
Em letras garrafais, o presidente americano disse pela rede Truth Social, que “este é um momento histórico para os Estados Unidos da América, Israel e o mundo”. Segundo ele, “o Irã deve agora concordar e acabar com esta guerra”.




