O Exército de Israel intensificou sua ofensiva contra o Irã, realizando uma série de ataques contra seis aeroportos localizados nas regiões oeste, leste e central do país, atingindo ainda instalações militares do país. Segundo comunicado das Forças de Defesa de Israel (FDI), os bombardeios atingiram pistas de pouso, hangares subterrâneos, aeronaves de reabastecimento e jatos de combate iranianos, incluindo modelos F-14, F-5 e helicópteros AH-1.
De acordo com as FDI, os ataques fazem parte de uma estratégia para "fortalecer a dominação do espaço aéreo iraniano" e impedir que as aeronaves destruídas fossem usadas contra os jatos da Força Aérea de Israel. Mais de 15 aviões de combate participaram da operação, que também atingiu áreas de lançamento e armazenamento de mísseis terra-terra direcionados ao território israelense.
Além dos aeroportos, Israel lançou um ataque à usina nuclear de Fordow, localizada a cerca de 100 quilômetros de Teerã, com o objetivo de bloquear o acesso à instalação. Outros alvos incluíram a prisão de detentos políticos de Evin e o quartel-general da Guarda Revolucionária do Irã, que responde diretamente ao líder supremo aiatolá Ali Khamenei.
O ataque israelense ocorre após os Estados Unidos realizarem bombardeios contra três instalações nucleares iranianas, elevando a tensão na região. Em Israel, sirenes de alerta soaram em várias cidades, incluindo Jerusalém e Tel Aviv, devido ao lançamento de mísseis iranianos em retaliação, depois do ataque. Após cerca de 30 minutos sob alerta, a população foi autorizada a deixar os abrigos, e até o momento não foram reportados feridos.
Escalada do conflito
O governo do Irã classificou como uma "declaração de guerra" os bombardeios realizados por Israel no último dia 12. Os ataques, que atingiram alvos estratégicos como a usina de enriquecimento de urânio em Natanz e um aeroporto militar em Tabriz, provocaram a morte de importantes líderes militares iranianos, incluindo o chefe da Guarda Revolucionária, Hossein Salami, e o chefe do Estado-Maior, Mohamed Bagheri, além de seis cientistas nucleares.
Segundo o governo israelense, a ofensiva foi uma ação "preventiva" diante do avanço do programa nuclear iraniano, que, segundo autoridades de Tel Aviv, já teria acumulado urânio suficiente para a produção de várias bombas atômicas em poucos dias. "Armas de destruição em massa nas mãos do regime iraniano representam uma ameaça existencial ao Estado de Israel e uma ameaça significativa ao mundo em geral. O Estado de Israel não permitirá que um regime cujo objetivo é destruir o Estado de Israel obtenha armas de destruição em massa", afirmou o Exército israelense em comunicado.
A resposta iraniana veio imediatamente, com o lançamento de mais de 100 drones em direção ao território israelense. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, prometeu uma "punição severa" e declarou que o país "preparou um destino amargo" para Israel. A chancelaria iraniana pediu uma reação da comunidade internacional, afirmando que os ataques "expõem a segurança global a uma ameaça sem precedentes".




