Só no primeiro semestre de 2025, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE) atendeu 5.955 ocorrências de resgate de animais. O número representa um aumento de 8,55% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 5.486 atendimentos desse tipo.
Os números apontam uma tendência de crescimento em serviços dessa natureza, explicada tanto pelo aumento da presença de animais em áreas urbanas quanto pelo maior grau de conscientização da população, que tem acionado os Bombeiros por meio do número 193.
“O resgate de animais é uma das missões mais sensíveis do CBMCE. Requer técnica, empatia e responsabilidade ambiental. A população tem confiado cada vez mais em nosso trabalho, o que amplia nossa presença em todo o estado”, afirma o coronel BM Francisco Gledson Barbosa Rodrigues, comandante do Comando de Bombeiros da Capital.
Do total de ocorrências, as serpentes seguem liderando como os animais mais resgatados pelo CBMCE, representando 68,22% (4.062 casos) dos atendimentos em 2025. Em comparação com o primeiro semestre do ano passado, houve um aumento de 9,31% nesse tipo de ocorrência.
Depois das serpentes, os gatos foram os animais mais resgatados, com 702 ocorrências. Já entre os silvestres urbanos, como gambás e cassacos, foram registrados 380 resgates.
Resgates de animais no Ceará
Entre os municípios cearenses, Fortaleza lidera o número de resgates em 2025, com 1.531 ocorrências registradas. Em segundo lugar aparece Caucaia, com 424 atendimentos.
Na Região Metropolitana, Maracanaú contabilizou 257 resgates neste ano, enquanto Sobral, no interior, somou 215 ocorrências. No Eusébio, foram registrados 133 atendimentos. Já o Crato, que em anos anteriores figurava entre os líderes, deixou de se destacar em 2025.
Todos os resgates são realizados por bombeiros devidamente treinados, e recorrem ao uso de mecanismos e ferramentas apropriadas ao resgate, para evitar ferimentos aos animais e riscos à população. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS-CE), "os animais silvestres são, sempre que possível, devolvidos ao habitat natural ou entregues a instituições parceiras".
O Corpo de Bombeiros reforça que a população não deve tentar capturar os animais por conta própria e que acione o 193.




