As Forças Armadas de Israel lançaram, nesta quarta-feira (16), um ataque aéreo contra a capital da Síria, Damasco, atingindo o portão de entrada do Ministério da Defesa e o quartel-general das Forças Armadas sírias. A ofensiva é parte de uma nova escalada no conflito regional e ocorre no terceiro dia seguido de bombardeios israelenses no território sírio.
De acordo com o Exército israelense, o ataque foi uma resposta aos confrontos entre forças do regime sírio e civis drusos no sul da Síria. Os drusos são uma minoria étnico-religiosa presente em regiões da Síria, Israel e Líbano. Israel acusa o regime de Bashar al-Assad de reprimir brutalmente esses civis, especialmente na cidade de Sweida, de maioria drusa, onde militares sírios têm utilizado artilharia pesada e morteiros, segundo relatos locais.
O Ministério da Defesa da Síria confirmou o ataque, informando que ao menos uma pessoa morreu e 28 ficaram feridas. Imagens transmitidas por emissoras locais flagraram o momento do bombardeio ao ministério. A pasta síria culpou "grupos fora da lei" pela violação de um cessar-fogo previamente firmado na região de Sweida.
Ainda nesta quarta-feira, o líder espiritual druso Sheikh Yousef anunciou um novo acordo de cessar-fogo com o governo sírio, após dias de intensos combates entre milícias drusas, soldados do Exército sírio e grupos armados beduínos. Moradores de Sweida, relataram estar escondidos em casa, sem energia elétrica e com medo dos bombardeios.
Israel afirmou, em comunicado oficial, que continuará monitorando a situação no sul da Síria e poderá manter ou ampliar suas operações militares: "Seguindo as diretrizes da cúpula política, as Forças de Defesa de Israel continuam realizando ataques na área e permanecem preparadas para diversos cenários."
Este foi o primeiro ataque aéreo de Israel a Síria desde março deste ano, quando bombardeios atingiram um centro de operações da Jihad Islâmica na capital síria, Damasco. A nova ofensiva amplia a tensão regional em um momento de instabilidade crescente no Oriente Médio e aumenta a pressão sobre o regime de Assad, já enfraquecido por mais de uma década de guerra civil.




