O velório da cantora Preta Gil está ocorrendo no Theatro Municipal do Rio de Janeiro desde as 7h desta sexta-feira (25), onde está ocorrendo uma cerimônia aberta ao público das 9h às 13h. A artista faleceu no último domingo (20), aos 50 anos, em Nova York, onde realizava um tratamento experimental contra um câncer no intestino, diagnosticado em janeiro de 2023.
O caixão prateado e brilhante foi conduzido até o interior do teatro, onde um espaço reservado foi preparado para familiares e amigos. Um telão exibe imagens da trajetória de Preta, mas, a pedido da família, não haverá apresentações musicais nem trio elétrico durante o velório. A opção foi por uma despedida mais contida e respeitosa.
A escolha da data do velório de Preta Gil reforça a importância simbólica de sua despedida: 25 de julho é o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. A cantora foi uma figura marcante na luta contra o racismo, na defesa do amor-próprio e no empoderamento feminino negro no Brasil.
Para receber o público, a Prefeitura do Rio montou uma operação especial com interdições no entorno do Theatro Municipal. CET-Rio, Guarda Municipal, COR e Comlurb atuam no apoio logístico e na segurança. Após o velório, às 15h, o corpo será levado para o Crematório e Cemitério da Penitência, onde haverá uma cerimônia íntima para familiares e amigos. O cortejo será conduzido por um carro do Corpo de Bombeiros e passará pelo trajeto dos megablocos do carnaval carioca, circuito que agora leva o nome da artista.
Preta Gil
Preta Maria Gadelha Gil Moreira, mais conhecida como Preta Gil, nasceu em 8 de agosto de 1974 no Rio de Janeiro, filha do renomado músico Gilberto Gil e da empresária Sandra Gadelha. A cantora cresceu cercada pela arte, sendo afilhada de Gal Costa e sobrinha de Caetano Veloso.
Preta iniciou sua vida profissional fora dos palcos, trabalhando em produção, publicidade e direção de clipes, inclusive para artistas de destaque como Ivete Sangalo e Angélica. Só aos 28 anos decidiu assumir a carreira de cantora, superando inseguranças e incentivada por amigos próximos.
Seu primeiro álbum, “Prêt-à-Porter”, foi lançado em 2003 e já chegou causando polêmica, com Preta aparecendo nua na capa como símbolo do próprio renascimento. O disco trouxe seu nome para os holofotes, mas também abriu debates sobre corpo, identidade e autoaceitação no cenário da música brasileira.




