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Em dois anos de governo Lula, Brasil sai novamente do Mapa da Fome da ONU

Com menos de 2,5% da população em risco de subnutrição, país volta a atingir patamar de segurança alimentar

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Em dois anos de governo Lula, Brasil sai novamente do Mapa da Fome da ONU
Foto: GCMais

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO/ONU) anunciou, nesta segunda-feira (28), que o Brasil saiu do Mapa da Fome. O levantamento, baseado na média trienal de 2022 a 2024, revela que menos de 2,5% da população brasileira está em risco de subnutrição, o que retira o país da categoria de insegurança alimentar grave. A divulgação ocorreu no âmbito da 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, realizada em Adis Abeba, capital da Etiópia.

O Brasil, que havia saído do Mapa da Fome em 2014, voltou a enfrentar uma grave crise alimentar entre 2019 e 2021. Esse retrocesso está relacionado à crise econômica iniciada em 2015 e agravada pelos impactos da pandemia de covid-19, que aumentaram significativamente a pobreza e dificultaram o acesso da população aos alimentos.

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Além dos impactos da pandemia, fatores como a guerra na Ucrânia e as mudanças climáticas contribuíram para a alta nos preços dos alimentos no mundo todo. O conflito afetou a oferta global de produtos agrícolas essenciais, enquanto as alterações climáticas provocam eventos extremos que dificultam a produção agrícola, pressionando os custos e agravando a insegurança alimentar, especialmente nos países mais vulneráveis.

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A FAO aponta que, desde dezembro de 2020, a inflação global dos preços dos alimentos teve um aumento significativo, alcançando seus níveis mais elevados entre 2022 e o início de 2023. Esse aumento impactou especialmente os países de baixa renda, onde a inflação na alimentação atingiu patamares muito superiores à média global, agravando a insegurança alimentar nas populações mais vulneráveis.

No mundo

No cenário mundial, a ONU informa que aproximadamente 673 milhões de pessoas, ou 8,2% da população global, passaram fome em 2024, representando uma leve redução em relação aos 733 milhões (8,8%) em 2023. Em 2022, a taxa esteve próxima de 8,7%.

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De acordo com dados da FAO e do Programa Mundial de Alimentos (World Food Programme - WFP), os países com as condições alimentares mais críticas atualmente incluem Sudão, Palestina, Sudão do Sul, Haiti e Mali, que enfrentam situações de insegurança alimentar extrema. Outros países considerados de alta preocupação são Iêmen, República Democrática do Congo, Mianmar e Nigéria. Além destes, Burkina Faso, Chade, Somália e a República Árabe da Síria também são apontados como pontos sensíveis que demandam atenção humanitária urgente.

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Conflitos armados são responsáveis pela insegurança alimentar em 12 dos 13 pontos sensíveis identificados globalmente, agravando situações de fome extrema e bloqueando o acesso à ajuda humanitária em muitas dessas regiões críticas.

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O Mapa da Fome

A FAO constrói o Mapa da Fome usando principalmente o indicador chamado Prevalência de Subnutrição (Prevalence of Undernourishment - PoU). Esse indicador mostra, para cada país, o percentual da população que está em risco de subnutrição, ou seja, que não tem acesso regular a alimentos suficientes para uma vida saudável.

O cálculo do PoU considera três variáveis principais:

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  • A quantidade total de alimentos disponíveis no país, que leva em conta a produção interna, as importações e as exportações;
  • O consumo de alimentos pela população, ajustado conforme a renda, já que a capacidade de aquisição dos alimentos varia entre os indivíduos;
  • A quantidade adequada de calorias diárias necessárias para um "indivíduo médio" representativo da população, considerada a ingestão mínima para uma vida saudável.
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O indicador calcula, então, a porcentagem da população que não teria acesso a uma quantidade suficiente de calorias diárias. Se esse percentual ultrapassar 2,5%, o país é incluído no Mapa da Fome.

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