O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, a deputada federal Helena da Asatur (MDB-RR) e o marido dela, o empresário Renildo Lima, foram alvos de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (30). A ação faz parte da Operação Caixa Preta, que investiga suspeitas de crimes eleitorais ligados à compra de votos nas eleições municipais de 2024 em Roraima.
Ao todo, a PF cumpre dez mandados de busca e apreensão, inclusive na casa de Samir Xaud e na sede da CBF, no Rio de Janeiro. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 10 milhões nas contas dos investigados.
A investigação teve início em setembro de 2024, quando Renildo Lima foi preso durante o pleito municipal com R$ 500 mil em espécie, parte do valor foi encontrado escondido em sua cueca. O empresário é sócio majoritário da empresa de transportes Asatur, junto com uma filha. A companhia, tradicional em Roraima, é avaliada em R$ 11,1 milhões e atua com fretamento, locação de veículos e rotas intermunicipais, principalmente entre Boa Vista e Manaus, pela BR-174.
Samir Xaud e Helena são filiados ao MDB e integram o mesmo grupo político em Roraima. Ele é médico e foi eleito presidente da CBF em maio deste ano, aos 41 anos, o mais jovem da história da entidade. É a primeira vez que ocupa um cargo de liderança no futebol. Seu pai, Zeca Xaud, comanda a Federação Roraimense de Futebol desde 1975.
Helena da Asatur, de 48 anos, é natural de Tocantins, mas cresceu em São João da Baliza. Está no primeiro mandato como deputada federal após ter sido a segunda mais votada nas eleições de 2022, com 15.848 votos. É a única mulher da bancada roraimense na Câmara. Formada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Roraima (UFRR), declarou R$ 10 milhões em bens ao TSE.
Além da Asatur, a família também é dona da Voare Táxi Aéreo, única empresa de táxi aéreo privado em operação no estado. No site da empresa de transportes, há registro de 10 agências espalhadas por municípios roraimenses.
A CBF ainda não se pronunciou oficialmente sobre a operação. Nenhum dos investigados se pronunciou até o momento.




