O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, voltou a criticar nesta segunda-feira (13) a modalidade de saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Em reunião com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ele classificou o modelo como um “engodo” que prejudica a lógica do financiamento industrial e compromete o papel do fundo como instrumento de investimento social.
Durante o encontro, Marinho solicitou apoio dos empresários para encerrar o saque-aniversário. Segundo ele, a proposta tem gerado reação negativa do setor financeiro. “Nós precisamos acabar com o saque-aniversário do Fundo de Garantia. Queria pedir apoio aos senhores nesse debate, porque eu estou sendo muito atacado pelo povo do chamado mercado, mas aqui nós somos o mercado, não somos? O pessoal dos bancos está muito nervoso”, declarou.
O ministro argumentou que a retirada anual de parte do FGTS por trabalhadores empregados enfraquece a capacidade do fundo de cumprir seu papel original — financiar habitação, saneamento e garantir apoio financeiro ao trabalhador em caso de demissão. “O saque-aniversário é um engodo porque atrapalha a lógica da indústria, porque vai enfraquecendo o fundo para investimento. O governo anterior criou o saque-aniversário porque a lógica do Paulo Guedes era acabar com o Fundo, essa é a grande verdade”, disse.
Luiz Marinho afirmou ainda que o tema será levado para discussão no Conselho Curador do FGTS e reforçou o pedido por apoio da indústria para modificar o modelo atual.
Pela primeira vez no Brasil, desemprego no 2º trimestre fica abaixo de 6%
A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em junho, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados na manhã desta quinta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números atingidos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao desemprego são os menores da série histórica no país.
O resultado veio no piso das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast. A mediana indicava desemprego de 6% no período.
Em igual período do ano anterior, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 6,9%. No trimestre encerrado em março, a taxa de desocupação estava em 7%.
O setor privado respondeu por 51,4% da população ocupada, empregando 52,6 milhões de pessoas em junho. O contingente é 1,3% e 2,7% maior que o de março deste ano e o de junho do ano passado, respectivamente. Excluindo-se os empregados domésticos, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado renovou o recorde no mês passado ao atingir 39 milhões – uma alta de 0,9% sobre março e de 3,7% sobre um ano antes.
Leia também | Receita Federal paga 3º lote de restituição do Imposto de Renda nesta quinta-feira (31); saiba mais




