A Polícia Civil prendeu, em novembro de 2024, William de Oliveira Silva, conhecido como “Ceguinho”, de 24 anos, apontado como um dos chefes de uma facção criminosa em Fortaleza. Segundo as investigações, ele se passava por policial militar, vestindo farda e portando uma carteira funcional falsa da corporação para circular sem levantar suspeitas.
A prisão ocorreu no bairro Joaquim Távora, na capital cearense, durante apuração sobre o assassinato de Thiago Barbosa Feitosa, o “Xilito”, ocorrido em 2 de outubro de 2024. O crime foi cometido por Carlos André de Almeida Bandeira, o “Jacaré”, que, conforme a polícia, agiu a mando de William. A execução teria sido motivada pelo uso indiscriminado de crack por Thiago, o que resultou em sua expulsão da facção.
De acordo com o Ministério Público, buscas na residência de William resultaram na apreensão de um fardamento completo da Polícia Militar, uma carteira funcional falsa em seu nome, uma carteira com o brasão da instituição, além de uma pistola, munição, seis celulares, 402 gramas de cocaína, balanças de precisão, medicamentos e R$ 2.242 em espécie.
As investigações apontam que, usando a farda, William conseguia acessar ambientes sociais e institucionais, mantendo contato até mesmo com policiais que acreditavam se tratar de um militar em formação. A análise dos celulares revelou fotos dele fardado e evidências de que exercia a função de “Sintonia Geral” da facção no bairro Piedade, coordenando atividades como tráfico de drogas, fornecimento de armas, planejamento de homicídios e apoio logístico a criminosos foragidos.
O Ministério Público denunciou William e outras 28 pessoas por integrar organização criminosa e por outros crimes. Carlos André, autor dos disparos contra Thiago, foi preso em 17 de outubro, enquanto William foi capturado em 28 de novembro.
Leia também | Dois homens se tornam réus por matar irmãs influenciadoras na Barra do Ceará, em Fortaleza




