O Instituto Dr. José Frota (IJF), em Fortaleza, registrou 868 atendimentos relacionados a acidentes com escorpiões entre janeiro e junho de 2025. O dado é do Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Fortaleza (Ciatox), serviço referência no atendimento a vítimas de intoxicações agudas causadas por animais peçonhentos, como escorpiões, cobras, aranhas e água-viva.
Segundo Kelma Maia, coordenadora do Ciatox, a espécie mais comum na região é o escorpião amarelo do Nordeste (Tityus stigmurus), que apresenta corpo amarelado ou alaranjado. “É muito importante alertar a população de que os escorpiões são venenosos e que os riscos aumentam conforme a quantidade de veneno injetada. A prevenção é essencial para manter esses animais longe das residências”, explica.
Os sintomas de uma picada incluem ardência, dor intensa e inflamação no local, podendo evoluir para náuseas, vômitos e queda de pressão em casos moderados. A busca por atendimento médico deve ocorrer nas primeiras horas, principalmente em crianças e idosos, para reduzir complicações.
O balanço do Ciatox mostra que, em 2025, o maior número de atendimentos foi registrado entre adultos de 30 a 59 anos (330 casos), seguido por idosos, jovens e crianças. No mesmo período de 2024, foram 834 registros, com a mesma faixa etária predominante.
Prevenção
Para evitar acidentes, recomenda-se verificar roupas, toalhas e calçados antes de usá-los, manter roupas de cama afastadas do chão, retirar entulhos do quintal, manter a casa limpa e controlar a presença de baratas e outros insetos.
Em caso de picada
É fundamental manter a calma, lavar o local com água e sabão neutro e procurar imediatamente uma unidade de saúde. Fotografar o escorpião ajuda na identificação da espécie pelo Ciatox. Não se deve apertar a área afetada nem aplicar substâncias como açúcar, fumo ou álcool.
O Ciatox do IJF funciona 24 horas, presencialmente ou por teleatendimento, pelos contatos (85) 3255.5012 ou WhatsApp (85) 98439.7494.




