PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Violência interrompe aulas em 16 escolas de Fortaleza; sindicato cobra segurança imediata

Quatro escolas estão sem aulas e doze funcionam de forma parcial, com turmas reduzidas e baixa frequência.

Compartilhe
Violência interrompe aulas em 16 escolas de Fortaleza; sindicato cobra segurança imediata
Foto: GCMais

A rotina escolar de crianças e educadores da rede municipal de Fortaleza tem sido impactada pela escalada da violência armada nas regiões atendidas pela Secretaria Executiva Regional II, especialmente no bairro Vicente Pinzón. Entre o fim de junho e agosto, 16 escolas foram afetadas, segundo levantamento do Sindicato União dos Trabalhadores em Educação de Fortaleza (Sindiute). Quatro delas estão sem aulas e doze funcionam de forma parcial, com turmas reduzidas e baixa frequência.

Docentes relatam episódios de intenso pânico dentro das unidades, com barulhos de tiroteios durante o horário de aula, o que tem provocado interrupções, correria e esvaziamento das salas. Em um dos casos mais graves, uma granada foi arremessada nas proximidades da Escola Municipal Maria Gondim logo após a saída dos alunos. Em Centros de Educação Infantil (CEIs), bebês e crianças pequenas convivem com o medo, tornando inviável a manutenção de atividades pedagógicas regulares.

Leia também: Polícia apreende celular e tablet da mãe de namorado de Isabelle Caracristi

Na tarde desta quinta-feira (28), representantes do Sindiute estiveram na sede da Secretaria Municipal da Educação (SME) para cobrar providências imediatas. O sindicato denuncia que, mesmo diante da gravidade da situação, nenhuma equipe técnica da SME compareceu às escolas afetadas para oferecer suporte, acolhimento ou traçar protocolos de segurança adequados à realidade enfrentada.

PUBLICIDADE

“Queremos trabalhar, e os alunos têm direito à educação. A situação atual coloca vidas em risco e prejudica gravemente o ensino e a aprendizagem”, afirmou Ana Cristina Guilherme, presidenta do Sindiute. Ela reforça que professores, estudantes e familiares não devem permanecer expostos a ameaças diárias, especialmente dentro de ambientes escolares, onde a segurança deveria ser garantida.

PUBLICIDADE

O sindicato também alerta que o cenário de medo compromete diretamente o rendimento escolar dos alunos. Em outubro, a rede municipal de ensino participará de avaliações externas como o SPAECE e o Saeb. Para o Sindiute, não há como avaliar o desempenho educacional de estudantes sem garantir, antes, o direito básico de estudar em paz.

Diante do contexto, a entidade exige ações emergenciais da Prefeitura e do Governo do Estado para proteger as comunidades escolares; definição de protocolos de segurança com comunicação eficaz com gestores, professores e famílias; e suporte psicológico às comunidades impactadas. “Queremos paz, segurança e aulas para nossos alunos”, reforça Ana Cristina.

PUBLICIDADE

Como resposta inicial, o sindicato informou que será realizada nesta sexta-feira (29) uma reunião entre a SME, a Guarda Municipal, gestores e professores das escolas afetadas. O encontro acontecerá às 8h, na Academia do Professor, e terá como pauta a apresentação de um Protocolo de Segurança Escolar. Participam da reunião representantes das escolas EM Maria Gondim, EM Maria Alice, CEI Darcy Ribeiro e CEI Menino Maluquinho.

PUBLICIDADE
Leia também
Polícia apreende celular e tablet da mãe de namorado de Isabelle Caracristi
Caso Isabelle Caracristi
Polícia apreende celular e tablet da mãe de namorado de Isabelle Caracristi
20 de set. de 2026 - 20:33
Baleia de 15 metros encontrada morta em Icapuí é enterrada neste domingo
ICAPUÍ
Baleia de 15 metros encontrada morta em Icapuí é enterrada neste domingo
20 de set. de 2026 - 19:53
Caso Isabelle: Governador do Ceará se manifesta e afirma que "nada ficará sem resposta"
INVESTIGAÇÃO
Caso Isabelle: Governador do Ceará se manifesta e afirma que "nada ficará sem resposta"
20 de set. de 2026 - 19:12