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TRE-CE cassa mandato do prefeito Bebeto Queiroz em Choró (CE) e determina nova eleição no município

Defesa argumentou que o processo seria duplicado, mas a tese foi rejeitada pelo relator, que destacou a existência de provas materiais robustas

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TRE-CE cassa mandato do prefeito Bebeto Queiroz em Choró (CE) e determina nova eleição no município
Foto: GCMais

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) confirmou nesta sexta-feira, 29 de agosto, por unanimidade, a cassação do diploma do prefeito de Choró, Bebeto Queiroz (PSB), e do vice-prefeito Bruno Jucá Bandeira, por abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024. A decisão determina a realização de uma nova eleição no município, localizado a cerca de 168 km de Fortaleza, ainda sem data definida.

Durante a sessão plenária híbrida, o desembargador eleitoral Wilker Macedo Lima, relator do processo, manteve parcialmente a sentença de abril de 2025. Ele afastou as penalidades de inelegibilidade e multa impostas a Bruno Jucá, alegando falta de provas de sua participação direta nos ilícitos. Já em relação a Bebeto Queiroz, a Justiça Eleitoral manteve todas as sanções: cassação do diploma, inelegibilidade por oito anos e multa de R$ 53.205,00 por compra de votos.

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A defesa de Bebeto argumentou que o processo seria duplicado, mas a tese foi rejeitada pelo relator, que destacou a existência de provas materiais robustas, como a apreensão de mais de R$ 500 mil em espécie, transferências bancárias suspeitas, mensagens telefônicas e depoimentos de testemunhas. Para o desembargador, os elementos apontam para um esquema sistemático e de grande magnitude, indo além de simples indícios.

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A situação política em Choró é marcada por instabilidade desde o final de 2024, quando Bebeto Queiroz se tornou foragido em meio a investigações da Polícia Federal. As apurações envolvem suspeitas de desvio de emendas parlamentares para financiar compra de votos em diversos municípios cearenses. Desde então, a cidade vem sendo administrada interinamente por Paulinho (PSB), presidente da Câmara Municipal e vereador eleito no mesmo pleito.

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A decisão de primeira instância, proferida pelo juiz Welithon Alves de Mesquita, já havia apontado Bebeto como o “centro de articulação política e financeira” de um esquema que comprometeu a lisura das eleições de 2024. Segundo o magistrado, a gravidade das condutas justificou a cassação dos diplomas e a nulidade dos votos recebidos pela chapa, tornando inevitável a convocação de novas eleições no município de Choró.

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