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Trump diz que está "muito chateado" com o Brasil ao falar sobre tarifaço dos EUA

Trump comentou que está vendo como a situação evolui, sem descartar novas medidas. As tarifas são até 50% sobre cerca de 36% das exportações brasileiras

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Trump diz que está "muito chateado" com o Brasil ao falar sobre tarifaço dos EUA
Foto: GCMais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou estar "muito chateado" com o Brasil, ao comentar sobre o tarifaço imposto pelo governo norte-americano às exportações brasileiras.

Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (5), Trump afirmou que os Estados Unidos aplicaram "tarifas muito altas por causa do que eles estão fazendo", aludindo a ações do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado de Trump.

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Trump ressaltou que "ama o povo do Brasil" e disse que a relação com a população brasileira continua positiva, mas que o país "mudou radicalmente" ao adotar o que chamou de políticas radicais de esquerda.

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Ainda durante a coletiva, ao falar sobre o tarifaço, Trump comentou que está vendo como a situação evolui, sem descartar novas medidas. As tarifas são até 50% sobre cerca de 36% das exportações brasileiras, e foram implementadas para pressionar a Justiça brasileira no contexto do julgamento de Bolsonaro e aliados, que são julgados por tentativa de golpe de Estado.

Balança comercial

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A balança comercial do Brasil registrou saldo positivo (superávit) de US$ 6,133 bilhões em agosto de 2025, conforme dados oficiais divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira (4) – mesmo após entrar em vigor o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros. O resultado representa uma alta de 35,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, sustentado por um crescimento das exportações totais diante da queda das importações.

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As exportações brasileiras somaram US$ 29,861 bilhões, o que representa um aumento de 3,9% frente a agosto de 2024. Já as importações recuaram 2%, totalizando US$ 23,728 bilhões. O saldo robusto foi impulsionado pela expansão das vendas para outros parceiros comerciais, como China, México e Argentina, cujas compras cresceram 29,9%, 43,8% e 40,4%, respectivamente.

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Ceará

O Governo do Ceará decretou situação de emergência na última quinta-feira (4) devido ao aumento das tarifas de importação dos Estados Unidos, que entraram em vigor em agosto. No Diário Oficial do Estado, o governo incluiu um artigo à Lei n.º 19.384, de 7 de agosto de 2025, declarando o estado de emergência e estabelecendo medidas excepcionais para reduzir os efeitos econômicos do tarifaço.

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Normalmente, situações de emergência ou calamidade são acionadas em casos de desastres naturais, como ocorreu durante a pandemia de Covid-19. O Ceará é um dos estados mais afetados pelo aumento das tarifas, já que cerca de metade das exportações cearenses têm os Estados Unidos como destino.

A gestão estadual também anunciou que vai comprar cajuína, filé de peixe, castanha de caju, mel e água de coco para abastecer escolas públicas, hospitais e programas sociais, como o Ceará Sem Fome. A medida é uma resposta ao tarifaço, em uma tentativa de amenizar o impacto às empresas que vendiam esses produtos aos EUA.

Segundo decreto publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), os alimentos adquiridos serão utilizados em merendas escolares, refeições hospitalares e ações voltadas ao combate da insegurança alimentar. A Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) ficará responsável pela execução das compras e coordenação do credenciamento das empresas interessadas em fornecer os produtos ao governo.

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