As Forças de Defesa de Israel (IDF) e a Agência de Segurança de Israel (ISA) confirmaram um ataque contra integrantes da "liderança sênior" do Hamas, que estavam unidos em uma reunião em Doha, no Catar, país que tem atuado como mediador do conflito entre Israel e Hamas. O governo catari afirmou que a ofensiva é um "ato covarde de Israel" e viola as leis internacionais.
Segundo o comunicado do porta-voz do Exército israelense, o ataque foi realizado pela agência de inteligência do país, em parceria com a Força Aérea. Jatos israelenses sobrevoaram Doha e utilizaram armas de precisão para atingir os membros da alta cúpula do Hamas.
"Antes do ataque, foram tomadas medidas para reduzir danos a civis, incluindo o uso de munições de precisão e inteligência adicional. As IDF e a ISA continuarão a atuar com determinação para derrotar a organização terrorista Hamas", diz o texto.
De acordo com informações da imprensa israelense, um dos alvos era Khalil Al-Hayya, o principal negociador das tentativas de acordo de paz com Israel. A morte de Al-Hayya não foi confirmada até o momento. Fontes do grupo terrorista afirmam que o grupo de negociações do acordo de paz estavam em Doha mas não foram atingidos
Segundo o Canal 12 de Israel, Trump deu "sinal verde" para o ataque de Israel contra o Hamas em Doha. Após a informação, a Embaixada dos Estados Unidos no Catar emitiu ordem de abrigo para os cidadãos estadunidenses que estão no país catari.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a ofensiva foi "totalmente planejada e executada" por Israel.
O chanceler do Catar, que tem atuado como um mediador das negociações de paz entre Israel e o Hamas ao lado dos Estados Unidos, afirmou que o ataque violou as leis internacionais e que abriria uma investigação. Os Emirados Árabes Unidos declararam apoio ao Catar e condenaram o ataque.
Com informações de Estadão Conteúdo
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