O exército da Polônia informou, nesta quarta-feira (10), o abate de drones russos que violaram o espaço aéreo do país em meio a uma onda de ataques da Rússia contra a Ucrânia. Segundo o governo polonês, "armas foram utilizadas" pelos militares para neutralizar os drones. O Exército recomendou que a população permaneça em casa.
O primeiro-ministro Donald Tusk escreveu no X que recebeu um relatório do Comando Operacional do Exército sobre "a derrubada de drones que entraram em nosso espaço aéreo e poderiam constituir uma ameaça". Tusk disse ter informado a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sobre o episódio.
Segundo o Ministério do Interior polonês, restos de drones russos abatidos pelas forças de defesa do país foram encontrados em sete cidades: Cześniki, Czosnówka, Wyryki, Krzywowierzba Kolonia, Wohyń, Mniszków e Olesno. Além disso, "destroços de projétil" foram encontrados na cidade de Wyhalew, onde uma casa acabou sendo danificada.
De acordo com autoridades militares da Ucrânia, boa parte do país ficou sob alerta aéreo durante a madrugada. Regiões próximas da Polônia estavam entre as mais ameaçadas.
O Aeroporto Chopin de Varsóvia alertou os passageiros que as operações de voo estavam suspensas devido ao fechamento do espaço aéreo de parte do país. Além dele, os aeroportos de Modlin e Rzeszow e Lublin também foram fechados. Somente Lublin não retornou ao funcionamento normal até o momento.
Intensificação dos ataques da Russia contra o território Ucraniano
Desde o começo de setembro, o exército russo tem atacado diversos pontos da Ucrânia com o uso de drones não tripulados. No último domingo (07), os russos realizaram o maior ataque aéreo contra Kiev desde o início do conflito entre os dois países. Ao menos quatro pessoas morreram, entre elas um bebê de três meses.
Mais de 800 drones foram enviados em ataques contra a capital ucraniana e um deles foi direcionado a um prédio do governo que abriga escritórios do alto escalão. Uma coluna de fumaça foi vista saindo do prédio que abriga os gabinetes dos ministros da Ucrânia, localizado no distrito histórico de Pechersky.
Diversas autoridades da Europa condenaram o ataque, dentre eles o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, que afirmou que os ataques "mostram que Putin acredita que pode agir impunemente".
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse que os ataques são um crime e apelou para que os aliados reforcem a defesa aérea da Ucrânia.
“Esses assassinatos agora, quando a diplomacia real já poderia ter começado há muito tempo, são um crime deliberado e um prolongamento da guerra”, disse o Zelensky.
Com informações de Estadão Conteúdo




