O Brasil celebra nesta sexta-feira (13) o Dia Nacional da Cachaça, destacando a importância cultural, histórica e econômica do destilado genuinamente brasileiro. Mais do que ingrediente de caipirinhas, a cachaça é um símbolo da identidade nacional e patrimônio cultural oficial.
A bebida surgiu no século XVI, nas fazendas de cana-de-açúcar do litoral brasileiro, quando escravizados começaram a destilar o caldo fermentado da cana, criando um destilado diferente da bagaceira portuguesa. Rapidamente, a cachaça se popularizou entre a população local.
Durante muito tempo, porém, foi alvo de preconceito, sendo considerada bebida de baixo status. A Coroa Portuguesa chegou a proibir sua produção por receio da concorrência com a bagaceira, gerando revoltas, como a Revolta da Cachaça, no Rio de Janeiro, em 1661. A data de 13 de setembro de 1661 marcou a autorização oficial da produção e comercialização pelo governo da rainha Luísa de Gusmão. O Dia Nacional da Cachaça só foi oficialmente instituído em 2009 pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC).
Curiosidades sobre a cachaça
- É o primeiro destilado autêntico das Américas, considerada a “mãe do rum”.
- O Brasil conta com cerca de 40 mil produtores, entre alambiques artesanais e indústrias.
- Segundo o decreto federal nº 6.871, de 2009, a cachaça deve ter graduação alcoólica entre 38% e 48% e ser produzida a partir da destilação do mosto fermentado do caldo de cana.
- Pode ser envelhecida em diferentes madeiras, como carvalho, jequitibá e amburana, conferindo aromas e sabores exclusivos.
Importância econômica e cultural
O setor movimenta bilhões de reais e gera milhares de empregos, desde a produção da cana até a distribuição e comércio. Estados como Minas Gerais, São Paulo e Pernambuco são grandes produtores e exportadores. Culturalmente, a cachaça está presente em festas populares e drinques tradicionais, como a caipirinha.




