Um homem foi preso em flagrante após atirar pedras contra uma viatura da Polícia Militar do Ceará (PMCE) em Jijoca de Jericoacoara, na tarde de domingo (14). A ação ocorreu em frente à Delegacia Municipal da cidade.
Segundo as investigações, o suspeito, que não teve a identidade revelada, teria recebido ordens de uma facção criminosa para atacar o prédio da delegacia, incendiar a unidade e executar um policial no prazo de seis horas, sob ameaça de morte caso não cumprisse a determinação.
O homem foi detido após a depredação e encaminhado à Delegacia Regional de Acaraú, onde foi autuado. Em seguida, foi transferido para um presídio em Sobral. A viatura atingida será submetida à perícia, enquanto a polícia apura a participação de outros envolvidos e a autoria intelectual do crime.
Outros casos de organização criminosa em Jericoacoara
Garçom morto em junho
No dia 26 de junho, o garçom Francisco Isac Cândido, de 27 anos, conhecido como “Tubarão”, foi assassinado a tiros enquanto trabalhava em uma pizzaria no centro de Jijoca de Jericoacoara, a cerca de 19 km da Vila de Jericoacoara.
Testemunhas relataram que dois homens chegaram de moto ao local por volta das 21h, entraram usando capacetes e efetuaram ao menos quatro disparos contra Francisco, que morreu no balcão da pizzaria antes da chegada do socorro. Nenhum cliente ou funcionário foi atingido.
Francisco já havia sido investigado anteriormente por tráfico de drogas. Em 2017, respondeu a uma denúncia após a apreensão de entorpecentes em sua residência, mas foi absolvido em 2019 por irregularidades no flagrante. Em 2023, chegou a ser preso novamente por suspeita de tráfico, mas foi liberado mediante medidas cautelares e respondia em liberdade no momento do homicídio.
Turista paulista assassinado em dezembro de 2024
Outro caso de repercussão ocorreu em dezembro de 2024, quando o turista paulista Henrique Marques de Jesus, de 16 anos, foi morto em Jericoacoara. Ele foi vítima de um “tribunal do crime”, prática utilizada por facções criminosas para julgar e executar supostos rivais.
Henrique foi sequestrado, torturado e executado após suspeitos interpretarem imagens em seu celular como símbolos de grupos rivais. O corpo do adolescente foi encontrado na Lagoa do Paraíso, com marcas de espancamento, disparos de arma de fogo e mutilação.
Em agosto deste ano, o Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou oito envolvidos, entre quatro adultos e quatro adolescentes, por homicídio qualificado com múltiplas agravantes, ocultação de cadáver, associação criminosa e participação de menores de idade.
Entre os denunciados estão Anderson Silva Veras (“Gota”), Antônio Carlos Paulino de Almeida (“Pantanal” ou “CL”), Francisco Erlânio Freitas dos Santos (“Dasarea”) e Alex Gomes da Costa (“Pezão”), apontado como mandante. Ele teria coordenado a execução de dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão, por meio de um telefone celular.




