PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Senado rejeita por unanimidade PEC da Blindagem que buscava proteger parlamentares de processos criminais

O texto contou com a rejeição do próprio presidente do colegiado, Otto Alencar, e do relator da PEC, Alessandro Vieira, que trabalharam para "enterrar" a proposição

Compartilhe
Senado rejeita por unanimidade PEC da Blindagem que buscava proteger parlamentares de processos criminais
Foto: GCMais

A Comissão de Constituição (CCJ) e Justiça do Senado Federal rejeitou em votação unânime nesta quarta-feira, 24, a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, que pretendia proteger parlamentares da abertura de processos criminais.

Leia também: Complexo da Parangaba terá três elevados e semi-túnel para reorganizar trânsito em Fortaleza

O texto contou com a rejeição do próprio presidente do colegiado, Otto Alencar (PSD-BA), e do relator da PEC, Alessandro Vieira (MDB-SE), que trabalharam para "enterrar" a proposição.

O placar terminou com 27 votos favoráveis e nenhum contra. A matéria foi para a Secretaria-Geral da Mesa, que poderá já "enterrar" de vez a proposta - essa, ao menos, é a expectativa de todos os integrantes da CCJ.

PUBLICIDADE

Em seu voto, Vieira disse que a PEC é inconstitucional. Ele considerou que o texto contém desvio de finalidade por não atender ao interesse público e estabelecer normas que culminariam na impunidade de políticos eleitos por eventuais crimes.

PUBLICIDADE
"A PEC que formalmente aponta ser um instrumento de defesa do Parlamento é na verdade um golpe fatal na sua legitimidade, posto que configura portas abertas para a transformação do Legislativo em abrigo seguro para criminosos de todos os tipos", justificou.

Na terça-feira da semana passada, dia 16, a Câmara dos Deputados aprovou a PEC em dois turnos, com mais de 300 votos.

PUBLICIDADE

Mesmo após um revés, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda trabalhou para garantir que qualquer uma das Casas do Congresso Nacional pudesse rejeitar abertura de processo criminal e até uma prisão contra um parlamentar em voto secreto.

PUBLICIDADE

O texto da PEC queria resgatar o recurso da licença prévia, mecanismo disposto na Constituição de 1988, posteriormente retirada após a aprovação de uma PEC em 2001, após pressão popular.

O Estadão mostrou em agosto que Câmara e Senado barraram pelo menos 224 pedidos de licença prévia feitos pelo STF para processar criminalmente congressistas até 2001, ano em que mudou a regra para dispensar a consulta ao Legislativo. Nenhum pedido da Corte avançou.

PUBLICIDADE
"Não à toa, aquele estado de coisas absolutamente inconstitucional exigiu a promulgação de referida emenda à Carta Maior, como medida urgente de moralização. Antes dela, repita-se, a necessidade de licença prévia das Casas funcionava, de fato, como ardil para perpetuar a impunidade de parlamentares, mediante recusas ou meros 'engavetamentos' dos pedidos feitos pela Justiça", disse Vieira.
PUBLICIDADE

Senadores da oposição trabalharam para readequar o texto da PEC para que o recurso da licença prévia se limitasse para "crimes contra a honra". O esforço acabou frustrado pelo relator, que rejeitou a proposta e pela própria convicção dos parlamentares de que o debate "já foi contaminado".

"Ficou aqui claro que o debate nessa PEC já está contaminado. Não há condições de discutir com serenidade esse tema da imunidade parlamentar material nesse projeto", disse o senador Sérgio Moro (União-PR). "O relator não acolheu, não vou insistir na PEC, mas rogo a esta Casa que possamos discutir esse tema com a devida liberdade em outro momento."

PUBLICIDADE

O senador Jorge Seif (PL-SC) chegou a apresentar um voto em separado, mas recuou da ideia após também entender que o debate estava "contaminado".

A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) rebateu. "Não tem remédio para essa PEC", disse. "Não adianta uma emenda, um penduricalho. O que precisamos é sepultar de vez (a proposta) e tentar retomar o mínimo de confiança no Congresso brasileiro.

Líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP), saudou o relatório de Vieira, especialmente ao fato do relator ter apontado a inconstitucionalidade da PEC. "Apontando a inconstitucionalidade da matéria, impede qualquer artifício que possa fazer levar essa proposta ser recorrida ao plenário do Senado Federal", afirmou.

PUBLICIDADE

Manifestações

A aprovação da PEC na Câmara teve ampla rejeição popular. No último domingo, 21, brasileiros foram às ruas protestar contra a proposição. Segundo o Monitor do Debate Público da Universidade de São Paulo (USP), 42,4 mil pessoas compareceram à Paulista neste domingo. No ato bolsonarista pró-anistia foram 42,2 mil.

Com informações do Estadão Conteúdo

PUBLICIDADE

Leia também
Complexo da Parangaba terá três elevados e semi-túnel para reorganizar trânsito em Fortaleza
INFRAESTRUTURA
Complexo da Parangaba terá três elevados e semi-túnel para reorganizar trânsito em Fortaleza
07 de out. de 2026 - 11:01
Estudantes do Ceará participam da construção de três satélites que já estão na órbita da terra
TECNOLOGIA CEARENSE
Estudantes do Ceará participam da construção de três satélites que já estão na órbita da terra
07 de out. de 2026 - 10:53
Resultado da Loteria dos Sonhos hoje (07/10): confira os números sorteados das 11h, 14h, 16h e 19h
LOTERIA DOS SONHOS
Resultado da Loteria dos Sonhos hoje (07/10): confira os números sorteados das 11h, 14h, 16h e 19h
07 de out. de 2026 - 10:00