O final de Heleninha em "Vale Tudo" apresenta diferenças marcantes entre a versão original de 1988 e o remake de 2025, refletindo mudanças na narrativa e na abordagem dos roteiristas. Com final marcado para esta sexta-feira (14), uma das tramas que os telespectadores mais querem ver é a de Heleninha. Depois de passar por altos e baixos durante a novela, a personagem terá um fim digno da personagem vivida por Paolla Oliveira.
Na versão original, Heleninha, interpretada por Renata Sorrah, atravessou um percurso de superação após anos de dor, alcoolismo e conflitos familiares. Seu desfecho foi marcado por uma volta por cima, com a personagem deixando para trás o vício, reatando seu relacionamento com o filho e iniciando uma nova fase de autoconhecimento, com um final feliz e de recomeço, consolidado por sua união com William, vivido por Dennis Carvalho. Em sua última cena, a ex-viciada recebe sua ficha de um ano longe da bebida.
Já no remake de 2025, o final traz uma abordagem mais realista e contemporânea. A personagem se torna uma investigada da polícia por estar envolvida na morte de Odete Roitman, mantendo uma trajetória de obstáculos e crises, mas com uma trajetória de redenção ainda em desenvolvimento. A produção decidiu explorar um desfecho mais dramático, ela vai ser presa como suspeita da morte da própria mãe e posteriormente será inocentada, tendo sua liberdade decretada no último capítulo.
Assim, essa mudança de finalidade reflete uma tendência do remake de trazer finais mais abertos e complexos, alinhados às expectativas do público atual. Enquanto a versão de 1988 buscava fechar a personagem com uma mensagem de esperança e superação, o remake de 2025 aposta em uma narrativa de possibilidades, onde Heleninha ainda terá seu caminho de redenção e autoconhecimento, mas passando por grandes dificuldades até o final.
Sobre a novela
O remake de “Vale Tudo” lançado em 2025 pela TV Globo resgata a trama icônica da novela original de 1988, trazendo uma abordagem contemporânea para os conflitos morais e sociais que marcaram a história. A nova versão acompanha a guia de turismo Raquel Accioli (interpretada por Taís Araújo), mulher íntegra e batalhadora, e sua filha Maria de Fátima (Bella Campos), cuja ambição e aversão à pobreza a levam a tomar decisões extremas para ascender socialmente.
A novela explora, em um cenário de desigualdades, corrupção e ambição desenfreada, as relações humanas complexas e o embate entre a ética e a busca pelo poder. A adaptação também moderniza visualmente a trama, com figurinos que mesclam o clássico dos anos 80 com toques atuais, além de promover mudanças significativas no roteiro original, como o destaque dado ao casal Cecília e Laís e o suspense acerca do assassino de Odete Roitman, preservando o mistério que sempre cativou o público.
Até o momento, o remake tem recebido boa repercussão tanto do público quanto da crítica, que elogiam a maneira como a trama antiga foi atualizada para dialogar com os desafios sociais atuais sem perder a essência. A tensão dos últimos capítulos, que inclui prisões, suspeitas e uma sequência dramática em torno da morte de Odete, tem mantido o público engajado. Dessa forma, a novela não só revive um clássico da teledramaturgia brasileira, como também reafirma sua relevância ao discutir temas universais e atemporais, adaptados para a realidade das novas gerações.
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