Uma advogada foi presa nesta quinta-feira (23) em Juazeiro do Norte, no Cariri cearense, suspeita de repassar recados de detentos para integrantes de facções criminosas que atuam fora do sistema prisional. A detenção ocorreu durante uma operação da Polícia Civil contra o tráfico de drogas e associação para o tráfico.
A profissional foi identificada como Raquel Estevão Beserra. De acordo com as investigações da Delegacia de Caririaçu, ela recebia bilhetes e instruções de clientes presos durante as visitas às unidades penitenciárias. Em seguida, transmitia as mensagens a comparsas dos detentos que estão em liberdade.
Durante a ação policial, outras duas pessoas também foram capturadas. Uma mulher de 40 anos e um homem, ambos localizados em Caririaçu, tinham mandados de prisão preventiva em aberto. Eles são investigados por participação em crimes relacionados ao tráfico.
Operação da Polícia Civil apreende materiais e prende três suspeitos
A operação foi realizada pela Polícia Civil em conjunto com o Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI). No total, três pessoas foram presas pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico nos municípios de Juazeiro do Norte e Caririaçu.
Além das prisões, a polícia apreendeu dinheiro, notebooks, celulares e cadernos com anotações que podem ser usados para auxiliar nas investigações sobre a atuação do grupo criminoso.
Os suspeitos foram autuados e encaminhados à Justiça, onde ficarão à disposição para audiência de custódia e demais procedimentos judiciais.
Operação nacional contra golpe do falso advogado prende suspeitos no Ceará
A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, nesta quinta-feira (23), a Operação Litis Simulatio contra uma associação criminosa especializada no golpe do falso advogado. No Ceará, foram cumpridos 15 mandados de prisão temporária e 24 de busca e apreensão. Até o fim da manhã, seis pessoas foram presas no estado, incluindo uma detida em flagrante que não era alvo do mandado. Outros 11 investigados não foram localizados e são considerados foragidos.
A ação teve apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), além das Polícias Civis do Ceará e do Rio de Janeiro.
Segundo as investigações, o grupo utilizava dados públicos de processos no Tribunal de Justiça para localizar vítimas com ações judiciais em andamento, principalmente previdenciárias, trabalhistas, precatórios e RPVs. Com essas informações, nomes completos, telefones e dados dos advogados, os criminosos se passavam pelos representantes legais das vítimas e entravam em contato por WhatsApp ou redes sociais, cobrando supostas custas e taxas processuais. Após a transferência do dinheiro, interrompiam o contato e desapareciam.
A investigação começou após uma moradora de Florianópolis afirmar ter transferido cerca de R$ 270 mil ao grupo acreditando pagar despesas de um processo judicial.




