O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou sua agenda desta quinta-feira (23) na Indonésia com uma homenagem antecipada por seus 80 anos, que serão completados no dia 27 de outubro. Em Jacarta, Lula participou de um jantar conjunto com o presidente indonésio, Prabowo Subianto (74 anos), evento que descreveu como "cheio de carinho e simbolismo" e que o "emocionou profundamente", em agradecimento pela acolhida generosa.
Durante uma declaração conjunta com o presidente da Indonésia, o petista disse que ainda se encontraria "muitas vezes" com o líder indonésio, demonstrando sua disposição política. "Vou completar 80 anos, mas pode ter certeza que estou com a mesma energia que tinha com 30 anos de idade. Pode ter certeza, vou disputar um quarto mandato no Brasil", afirmou Lula no Palácio Merdeka.
A celebração, descrita pelo presidente brasileiro como um momento de "carinho e simbolismo" nas redes sociais, sublinhou a determinação em continuar na presidência.
Foco em minerais críticos e proposta para COP30
A agenda de Lula na Indonésia também priorizou a economia e a transição energética. Em encontro com empresários, o presidente destacou parcerias promissoras nos setores de minerais críticos e biocombustíveis, e assegurou aos investidores que o Brasil oferece estabilidade em todos os níveis.
Sobre o potencial mineral do país, Lula defendeu que o Brasil busque valor agregado na produção. "Não pretendemos reproduzir a condição de meros exportadores de commodities. Queremos agregar valor em nosso território, com responsabilidade ambiental e respeito às comunidades locais," complementou.
Na pauta de bioenergia, Lula anunciou que, na COP30 em Belém, o Brasil apresentará uma proposta para quadruplicar o uso de combustíveis sustentáveis no planeta e descarbonizar o transporte marítimo internacional. "O biocombustível de etanol é uma alternativa viável e imediatamente disponível," argumentou.
O presidente também ressaltou que a criação do "Fundo Florestas Tropicais para Sempre", com aporte brasileiro de US$ 1 bilhão, visa gerar renda para quem preserva. "Se esse fundo funcionar, ninguém mais vai ficar pedindo dinheiro, como se estivesse pedindo esmola, para manter sua floresta de pé," disse.
Cooperação em alimentos, comércio e defesa
Ao finalizar o encontro, Lula reiterou o potencial brasileiro para ajudar na segurança alimentar da Indonésia, especialmente através da alimentação escolar, e destacou a necessidade de facilitar o comércio bilateral para reduzir custos aos consumidores.
No setor de defesa e aviação civil, o presidente brasileiro viu amplo espaço para parcerias. "A Força Aérea da Indonésia conhece bem as capacidades do Super Tucano. As aeronaves brasileiras de uso civil representam a melhor solução para companhias regionais - eficiência, baixo consumo e tecnologia de ponta," conclui Lula.




