A Polícia Civil do Ceará investiga a morte de uma criança de dois anos identificada como Maria Paula, que faleceu após ser levada a um hospital de Fortaleza com suspeita inicial de pneumonia. O caso ganhou novos desdobramentos depois que exames apontaram marcas de agressão no corpo da menina.
De acordo com informações da equipe de reportagem da TV Cidade, Maria Paula morava com os pais na Rua Maria José Teixeira, no bairro Olavo Oliveira. Vizinhos relataram que a criança vivia em situação de vulnerabilidade e que havia sinais de negligência por parte dos responsáveis.
Testemunhas contaram que a menina frequentava uma creche na região, onde funcionários notavam que ela parecia debilitada. No dia da ocorrência, o pai levou a criança ao hospital alegando que ela apresentava sintomas de pneumonia. Maria Paula precisou ser transferida para outra unidade de saúde, mas não resistiu.
O caso gerou revolta entre moradores da comunidade após o resultado da perícia apontar marcas de violência no corpo da criança. A suspeita é de que a menina tenha sido vítima de agressões dentro de casa. Segundo relatos de vizinhos, a mãe seria usuária de drogas e teria deixado a filha sozinha por dias, enquanto o pai também fazia uso de entorpecentes.
Corpo de criança com sinais de agressão em Fortaleza
A confirmação dos indícios de maus-tratos provocou uma reação violenta da população, que chegou a agredir o casal após a morte da criança. O pai precisou ser hospitalizado, enquanto a mãe foi retirada do local sob escolta policial e não retornou à residência.
Moradores afirmaram que, durante o velório, o pai tentou impedir que pessoas vissem o corpo da menina, o que aumentou ainda mais a indignação da vizinhança. Segundo relatos, o corpo apresentava ferimentos visíveis na boca e na testa.
Mesmo após o sepultamento, o clima na comunidade permanece de revolta. Os moradores afirmam que já desconfiavam de negligência e maus-tratos, mas que a morte da criança confirmou as suspeitas.
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer as circunstâncias da morte e apurar a responsabilidade dos pais. O Ministério Público deverá acompanhar o inquérito.




