A ministra das relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, escreveu em sua conta no X que a conversa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Malásia, destravou negociações sobre o tarifaço. Para ela, o encontro abriu o diálogo sobre as sanções da Lei Magnitisky e sobre a preservação da paz na América do Sul.
"Lula mostrou mais uma vez como deve agir um verdadeiro líder, defendendo os interesses do País e da região, sem abrir mão da soberania nacional e com a máxima dignidade pessoal. Momento para lembrar que, há apenas três meses, Bolsonaro, sua família e seus aliados, como Tarcísio Freitas, festejavam os ataques injustos ao nosso país e aos ministros do STF", escreveu, citando o governador de São Paulo.
Também no X, o ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou que Lula mostrou, mais uma vez, "sua força e capacidade de diálogo". "Conversar com quem pensa diferente é essencial para construir pontes, aproximar nações e transformar divergências em oportunidades", completou.
O encontro entre os presidentes teve cerca de 45 minutos de duração e abordou questões econômicas, diplomáticas e comerciais entre os dois países. Em postagem nas redes sociais, Lula classificou a reunião como “ótima” e ressaltou o caráter construtivo e positivo da conversa.
Segundo o presidente brasileiro, as equipes técnicas dos dois governos iniciarão imediatamente negociações voltadas à revisão de tarifas sobre produtos brasileiros e sanções impostas a autoridades nacionais.
“Tive uma ótima reunião com o presidente Trump na tarde deste domingo, na Malásia. Discutimos de forma franca e construtiva a agenda comercial e econômica bilateral. Acertamos que nossas equipes vão se reunir imediatamente para avançar na busca de soluções para as tarifas e as sanções contra as autoridades brasileiras”, escreveu Lula.
Lula destacou o interesse do Brasil em fortalecer os laços diplomáticos e comerciais com os Estados Unidos. “O Brasil tem todo interesse em ter uma relação extraordinária com os Estados Unidos. Tenho certeza de que, quando dois presidentes se reúnem e expõem seus pontos de vista, eles chegam a um acordo”, afirmou o chefe do Executivo brasileiro.
Durante coletiva de imprensa, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou o encontro como “muito positivo e produtivo”, afirmando que “não houve tema proibido” na conversa entre os líderes.
Segundo Vieira, entre os principais pontos discutidos estão:
- A suspensão temporária das tarifas impostas às exportações brasileiras durante o período de negociação;
- A revisão das sanções aplicadas a autoridades do país com base na Lei Magnitsky, legislação americana voltada a casos de corrupção e violações de direitos humanos.
De acordo com o chanceler, Trump demonstrou abertura às reivindicações brasileiras e chegou a elogiar a trajetória política de Lula, destacando sua “recuperação após perseguições” e seu retorno ao poder.
O encontro marca um novo momento nas relações entre Brasil e Estados Unidos, que vinham passando por tensões comerciais desde a imposição do chamado “tarifaço”. As negociações devem começar nos próximos dias, sob acompanhamento direto dos ministérios da Economia e das Relações Exteriores.
*Com informações do Estadão Conteúdo.



