A Receita Federal realizou, na manhã desta terça-feira (28), a apreensão de drogas e celulares em transportadoras de Fortaleza. Durante a operação, foram identificadas duas encomendas postais irregulares enviadas de São Paulo para a capital cearense.
Em uma das remessas, os agentes encontraram 240 smartphones, avaliados em R$ 250 mil, com falsa declaração de conteúdo. Em outra encomenda, 400g de maconha e 50g de haxixe estavam ocultos dentro de uma caixa de som.
A localização da droga contou com o apoio dos cães farejadores Bachar e Ithor, utilizados pela Receita Federal na inspeção. Os entorpecentes apreendidos serão entregues às autoridades policiais, que conduzirão os procedimentos criminais cabíveis.
Segundo a Receita Federal, a ação faz parte do trabalho contínuo de combate a ilícitos que movimentam organizações criminosas, protegendo a sociedade e prevenindo prejuízos financeiros e sociais.
Outro caso recente em Fortaleza
No último dia 20, durante fiscalização de rotina no terminal de cargas do Aeroporto Internacional de Fortaleza (CE), a Receita Federal apreendeu aproximadamente 70 kg de conchas e búzios que seriam enviados ilegalmente para Roma, na Itália. A carga não possuía documentação que comprovasse a origem legal dos materiais, requisito obrigatório para a comercialização de produtos naturais extraídos do meio ambiente. Como se tratam de itens cuja coleta e exportação dependem de licença ambiental, a mercadoria foi retida por suspeita de crime ambiental.
O material apreendido será encaminhado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), que ficará responsável pela investigação administrativa e pelo encaminhamento do caso à esfera criminal. Os responsáveis poderão ser penalizados por violar leis ambientais brasileiras que protegem a biodiversidade e regulam o comércio de itens da fauna e flora.
As ações fazem parte do programa Aduanas Verdes, iniciativa da Receita Federal que visa coibir o tráfico de bens ambientais e combater ilícitos frequentemente ligados a redes de organizações criminosas transnacionais. Em parceria com órgãos como o IBAMA, o programa atua na fiscalização de cargas suspeitas em portos, aeroportos e fronteiras do país.
A Receita Federal reforça que o combate a esse tipo de crime protege o equilíbrio ecológico, além de prevenir prejuízos econômicos e sociais à sociedade.




